28 novembro 2008

Física Quântica

Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico

Redação do Site Inovação Tecnológica
25/11/2008
Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico

A teoria de que a matéria não tem fundações tão firmes quanto sugerem termos como "concreto" e "sólido" não é tão nova. Mas esta é a primeira vez que os cientistas conseguiram demonstrar que a matéria se origina de meras flutuações do vácuo quântico.

Modelo Padrão da Física

Uma equipe internacional de físicos demonstrou de forma conclusiva que o Modelo Padrão da física das partículas - a teoria que descreve as interações fundamentais das partículas elementares para formar toda a matéria visível no universo - explica com precisão a massa dos prótons e dos nêutrons.

"Mais de 99% da massa do universo visível é formado por prótons e nêutrons," afirma o estudo, publicado na revista Science. "Esses dois tipos de partículas são muito mais pesados do que os quarks e glúons que as constituem, e o Modelo Padrão da física deve explicar essa diferença."

O que faz com que a matéria seja matéria?

Cada próton e cada nêutron é formado por três quarks. Ocorre que esses três quarks juntos respondem apenas por 1% da massa de todo os prótons ou nêutrons. A explicação conclusiva que faltava era: Então, o que responde pelo restante da massa dessas partículas? Em outras palavras, "O que faz com que a matéria seja matéria?"

O Dr. Andreas S. Kronfeld explica que, como os núcleos atômicos formam quase todo o peso do mundo, e como esses núcleos são compostos de partículas chamadas quarks e glúons, "os físicos acreditam há muito tempo que a massa do núcleo atômico tem sua origem na complicada forma com que os glúons se ligam aos quarks, conforme as leis da cromodinâmica quântica (QCD - Quantum ChromoDynamics)."

Partículas virtuais

Os glúons são uma espécie de "partículas virtuais," que surgem e desaparecem de forma aleatória. O campo formado por essas partículas virtuais seria responsável pela força que une os quarks - a chamada força nuclear forte.

Ocorre que, como o número de interações reais e virtuais entre quarks e glúons é estimada na casa dos trilhões, é incrivelmente difícil, ou até mesmo impossível, usar as equações da QCD (cromodinâmica quântica) para calcular a força nuclear forte.

Os pesquisadores então criaram uma nova técnica, batizada por eles de Rede QCD, na qual o espaço é representando na forma de uma rede discreta de pontos, como os pixels de uma tela de computador. Este modelo permitiu que os cientistas incorporassem toda a física necessária e deu a eles o controle das aproximações numéricas e da taxa de erros nos cálculos da massa dos hádrons - prótons, nêutrons e píons.

A rede QCD reduz toda a complexidade das equações virtualmente insolúveis em um conjunto de integrais, que puderam ser programadas para solução em um programa de computador.

Isto permitiu que, pela primeira vez, os físicos incluíssem em seus cálculos as interações quark-antiquark, uma das maiores complexidades da força nuclear forte. Agora, além dos glúons, eles sabem que a massa dos quarks-antiquarks se origina da flutuação do vácuo quântico.

Diferença entre acreditar e saber

Conforme os pesquisadores, agora é possível eliminar a expressão "os físicos acreditam", substituindo-a por "os físicos sabem", quando o assunto é a QCD.

Segundo o Dr. Kronfeld, os cálculos revelaram que, "mesmo se a massa dos quarks for eliminada, o massa do núcleo não varia muito, um fenômeno algumas vezes chamado de 'massa sem massa'."

Toda a matéria do universo é virtual

A forma como a natureza cria a massa dos quarks é um dos assuntos de maior interesse dos físicos que irão trabalhar no Grande Colisor de Hádrons, o LHC,, que deverá começar a funcionar em 2009.

O LHC vai tentar confirmar experimentalmente a existência do chamado campo de Higgs, que explica a massa dos quarks individuais, dos elétrons e de algumas outras partículas. Ocorre que o campo de Higgs também cria a massa a partir das flutuações do vácuo quântico.

Ou seja, com a atual confirmação de que a massa dos glúons e quarks-antiquarks tem sua origem na flutuação do vácuo quântico, se o LHC confirmar a existência do campo de Higgs, então a conclusão inevitável será de que toda a matéria do universo é virtual, originando-se de meras flutuações de energia.


Bibliografia:
The Weight of the World Is Quantum Chromodynamics
Andreas S. Kronfeld
Science
21 November 2008
Vol.: 322, Issue 5905 - pp. 1198-1199

26 novembro 2008

Koan


"Mestre, o cão tem natureza Buda?", perguntou o
monge a Joshu.
Joshu, que sempre respondia: "Yu! (uma afirmativa),
respondeu: "Mu!"(uma negativa) – e o monge
despertou.


Este pequeno diálogo, incompreensível à luz do intelecto, é chamado de koan.
Koan pode ser brevemente descrito como uma expressão utilizada para apontar para a Verdade ou a Realidade Tal Como É. Como expressão, entenda-se uma pergunta, gesto, ação, conto, diálogo, grito, apresentação de um objeto, golpe e, talvez principalmente, qualquer situação
da vida diária que nos leve a uma percepção maior, seja por apontar nossas delusões ou por ter trazido um obstáculo, ou sofrimento, a ser superado.


Poema ZEN


Tempo de time
Time no tempo
Sem tempo
Sem time
Uma comunidade religiosa
é como um time.
Se não confiarmos uns nos outros
perderemos.
Perderemos o quê? Pontos, objetivos,
projetos, sentidos.
Precisamos trabalhar juntos, praticar
juntos, acreditar em nós, na vida, no Zen.
Você acredita?
O que é Zen?
O que é Budismo?
Você é budista?
Quem pratica zazen é budista?
Quem pratica como Buda, é Buda?
O que é zazen? Sentar-se em postura
correta, respiração correta, mente correta?
O que é correto? Permitir perceber-se?
Para que serve?
Será que é importante termos um
local agradável para a prática comunitária
Zen Budista? Ou vamos nos
sentar solitárias e solitários nos cantos
de nossos encantos, encantados lares,
lugares, bares?
Religião é como time de futebol?
Tem crença, rituais e precisa vestir
a camisa?
Você veste a camisa do Zen?
Qual é essa camisa?
É o rakusu – é o manto de cinco
tiras, o manto de Buda?
Vestir o manto de Buda é participar
com toda a Sanga da alegria do Darma.
Assim os Três Tesouros se manifestam
em nossas vidas.
Eu, Monja Coen, acredito que zazen é
transformação revolucionária engajada.
Parece um nada. Sentar-se em silêncio
frente a uma parede branca.
Os quadros são nossos quadros
mentais.
E o que é a mente?
Estudar o Caminho de Buda é estudar
a vida humana e não humana.
Sem discriminações de párias e intocáveis.
Não humanos são outras formas
de vida como as rochas e as árvores.
Humanos são sempre humanos. Bons
ou maus. Perversos ou ternos. Sinceros
ou mascarados. Iluminados ou deludidos.
Seres humanos.
Estudar a vida em vida, sendo vida.
Só vida.
Individual e coletiva.
Buda, Darma, Sanga.
A Sanga existe porque tem propósitos
em comum.
Como um time de futebol – treinamos
a mesma arte.
A arte da não-dualidade. A arte do
não-saber.
A arte do silêncio e da palavra.
A arte de conhecer a mente pela
mente.
Sujeito e objeto integrados.
Quem observa quem?
A Sanga de Buda pratica os ensinamentos
de Buda.
Compartilha alimentos, momentos,
meditações, orações, estudos, artes, liturgias,
inspirações, sonhos e iluminações.
Agora a Sanga compartilha a tessitura
deste nosso jornal.
Pequena obra conjunta expressando o
Darma por muitos e muitas Budas.
Três jóias que não são uma nem três.
Inversão de paradoxos.
Paixão pelos opostos.
Time.
Time que ri junto e chora junto.
Transpira e inspira.
Transparente serenidade de sermos
de verdade, na verdade.
Nosso jornal ganha novo formato.
Sempre teremos um texto de nossos
mestres fundadores
Dogen Zenji e Keizan Zenji para
nossos estudos e práticas.
Dia 5 de outubro celebramos o
memorial anual para o fundador histórico
do Zen Budismo, Mestre Zen Engaku
Bodaidaruma Daiosho, vigésimo oitavo
na linhagem deste Xaquiamuni Buda, que
levou os ensinamentos para a China.
De 1 a 8 de dezembro celebraremos
a Iluminação de Xaquiamuni Buda perseverando
na prática de zazen por sete
dias e sete noites.
Que na manhã do oitavo dia possamos
todos exclamar com Buda, em
Buda, no momento do êxtase místico:
“Eu, a grande Terra e todos os
seres, simultaneamente nos tornamos
o Caminho.”
Surgindo deste “eu”, surgindo da
grande Terra, surgindo de todos os
seres possamos nos perceber a vida deste
planeta pequenino insignificante e tão
importante – nossa casa comum, que
fica neste bairro comum, Sistema Solar,
na cidade da Via Láctea, no estado da
Galáxia e no país do Multiverso.
Sorrateira e docemente abrimos
coração-mente e nos percebemos um
time no tempo.
Neste momento do agora. Somos o
tempo. Somos o time.
Sanga unida na lida de cultivar a ternura
e a paz.


Mãos em prece
Monja Coen

Budismo, onde cada um é discípulo de si mesmo

Uma religião considerada moderna, pois se adequa às tendências deste fim de milênio e se baseia no autoconhecimento, ou seja, cada um é o responsável por sua própria salvação. Assim é o Budismo, que surgiu na Índia no século VI a. C., onde nasceu Shidarta Gautama, o Buda, e se espalhou por toda a Ásia.

O Budismo expandiu em várias direções, dando origem a duas escolas: Theravada ou Hinayana (as escolas monásticas, pequeno Veículo) e Mahayana (Grande Veículo, as massas), de tendência renovadora deu origem as Escolas do Tibete, China e Japão: Escola de Lótus, Devocional Terra Pura, Mistérios e a Escola Zen, subdividida nas Escolas Soto e Rinzai. 50 anos de Ocidente Mas no Ocidente o Budismo é novo, tem 50 anos e tem despertado interesse na Europa e Estados Unidos. Refugiados do Tibete, invadido pela China comunista em 1959, exilou Dalai Lama, representante do Budismo Tibetano, prêmio Nobel da Paz, na Índia. Dalai Lama, um dos maiores divulgadores do Budismo, percorre o planeta levando os ensinamentos de Buda .

24 novembro 2008

A onda e a água


Um exemplo que nós utilizamos frequentemente no budismo é o da onda e da água. A onda surge do oceano e quando você observa o fenômeno da onda, você vê que existe um começo e um fim. Você vê o subir e o descer, você vê a presença e a ausência da onda. Antes de subir parece que a onda não existia, e depois dela ter descido também não a vemos existindo. Fazemos distinções entre uma onda e outra onda. Uma onda pode ser mais bonita, mais alta, mais baixa do que a outra onda. Então, no que diz respeito ao mundo dos fenômenos, temos todos os tipos de conceitos: começo, fim; alto, baixo; mais bonito e menos bonito; e isso cria muito sofrimento. Mas ao mesmo tempo sabemos que a onda também é água. É possível para uma onda viver a vida dela como uma onda e como água simultaneamente. Enquanto onda, ela pertence ao mundo dos fenômenos: ela tem um início, um fim, uma subida, uma descida. Ela se distingue das outras ondas. Mas se ela tiver tempo de sentar e tocar profundamente sua própria natureza, ela compreenderá que é água. Ela não é somente uma onda, ela também é água. No momento em que ela compreende que é água, ela deixa de sofrer completamente. Ela não mais teme subir e descer. Ela deixa de ficar preocupada em existir ou inexistir. Água representa o mundo noumenalNT, o mundo sem nascimento e sem morte, sem chegada, sem partida.


Fonte: http://sangavirtual.blogspot.com





NT No que diz respeito aos possíveis significados deste termo, podemos observar que “noumena, ou seres em si mesmos; (em Alemão Dinge-na-sich) é um termo usado por Kant com referência às coisas subjacentes a nossa experiência tanto do mundo físico como dos nossos próprios estados mentais (chamado por ele de fenômenos do sentido externo e interno) e que não são eles mesmos objetos de experiência possível” (The Fontana Dictionary of Modern Thought; 1988, Londres, Fontana Press, segunda edição, editores: Bullock, Stallybrass e Trombley). 

Manifestação


...Quando você convida a chama a se manifestar, você pode pensar que a chama é algo totalmente diferente do fósforo. Mas você sabe que a chama é imanente, está escondida no combustível da cabeça do fósforo, está escondida no oxigênio do ar, a chama não tem localidade real. E quando as condições se reúnem, a chama se manifesta. A natureza da consciência também não é localizável...

Do livro Buddha Mind, Buddha Body: Walking toward Enlightenment, de Thich Nhat Hanh
(Tradução para o português: Tâm Vân Lang)

 

19 novembro 2008

VIJNANA - 5º Agregado


O Quinto Agregado é a consciência (vijnana). A palavra consciência nesse contexto significa a consciência armazenadora, aquilo que está por baixo de tudo o que somos, o alicerce sobre o qual erigimos nossas formações mentais. Quando as formações mentais não estão manifestadas, estão armazenadas na consciência armazenadora sob a forma de ciúme, medo, desespero, e assim por diante. Da mesma forma que existem cinqüenta e uma categorias de formações mentais, existem cinqüenta e uma categorias de sementes enterradas profundamente no solo de nossa consciência. Cada vez que regamos uma delas, ou permitimos que outra pessoa as irrigue, essa semente vai se manifestar e se tornar uma formação mental. Temos que ter cuidado na escolha das sementes a serem regadas por nós e pelos outros. Se deixarmos que as sementes negativas cresçam, eventualmente seremos arrastados por elas. O Quinto Agregado, a consciência, contém em si todos os outros agregados e é a base de sua existência.

A consciência é, ao mesmo tempo, coletiva e individual. O coletivo é feito daquilo que é individual, e o individual é feito do coletivo. Nossa consciência pode ser transformada através da prática do consumo cônscio, do uso consciente dos sentidos e da contemplação profunda. A prática deve se voltar para a transformação tanto dos aspectos individuais quando dos aspectos coletivos da consciência. É essencial praticar em companhia da Sangha, para poder produzir essa transformação. Quando as aflições que existem dentro de nós são transformadas, nossa consciência se converte em sabedoria, emitindo a luz que indica o caminho da libertação, tanto para indivíduos quando para toda a sociedade.

SAMSKARA - 4º agregado


O Quarto Agregado são as formações mentais (samskara). Qualquer coisa que seja feita de outro elemento é uma "formação". Uma flor é uma formação, porque ela é feita de luz do sol, de nuvens, sementes, terra, minerais, jardineiros etc. O medo também é uma formação, uma formação mental. Nosso corpo é uma formação física. Sensações e percepções são formações mentais, mas como são muito importantes, receberam uma categoria própria. De acordo com a Escola Vijnanavada, originária da linha de Transmissão do Norte, existem cinqüenta e uma categorias de formações mentais.

 O Quarto Agregado consiste em quarenta e nove dessas formações mentais (excluindo-se as sensações e as percepções). Todas as cinqüenta e uma formações estão presentes dentro da consciência armazenadora, sob a forma de sementes. Cada vez que uma semente é afetada, ela se manifesta nas camadas superiores da nossa consciência (mente consciente) como uma formação mental. Nossa prática consiste em estar consciente dessas manifestações, bem como da presença das formações mentais, contemplando-as em profundidade para observar sua verdadeira natureza. Como já sabemos que todas as formações mentais são impermanentes e sem substância real, não nos identificaremos com elas nem buscaremos refúgio nelas. Com a prática diária, poderemos nutrir e desenvolver formações mentais saudáveis, transformando as não-saudáveis. O resultado dessa prática será a liberdade, a ausência de medo e a paz interior.

SAMJNA - 3º agregado


O Terceiro Agregado consiste nas percepções (samjna). Dentro de nós corre um rio de percepções. Elas surgem, permanecem por algum tempo, e depois desaparecem. O agregado da percepção é composto da ação de prestar atenção, de nomear, formular conceitos, e também daquele que percebe e daquele que é percebido. Quando percebemos algo, normalmente distorcemos o que foi percebido, o que costuma ocasionar diversos sentimentos dolorosos. Nossas percepções são freqüentemente errôneas, e quem sofre com isso somos nós. É muito útil contemplar a natureza de nossas percepções sem muitas certezas. Quando temos certezas demais, acabamos sofrendo. Uma pergunta que se revela muito útil é: "Será que tenho certeza disto?" Se nos fizermos sempre esta pergunta, há uma boa oportunidade de olhar novamente e verificar se nossa percepção original estava errada. Aquele que percebe e aquilo que é percebido são inseparáveis. Quando alguém percebe erroneamente, a coisa percebida também está incorreta. 

Um homem estava remando seu barco correnteza acima quando de repente viu outro barco vindo em sua direção. Gritou diversas vezes "Cuidado, cuidado!" mas o outro barco continuou sem se desviar, até colidir, quase afundando o seu barco. O homem ficou furioso e começou a gritar, mas ao olhar melhor constatou que não havia ninguém no outro barco. O barco estava desgovernado, descendo o rio à deriva, e o homem acabou dando boas gargalhadas. Quando nossas percepções são corretas, elas fazem com que nos sintamos melhor, mas quando estão erradas, geram inúmeras e desagradáveis sensações. Temos que observar as coisas com atenção, para evitar sofrimento ou sensações difíceis. As percepções são um elemento fundamental do nosso bem-estar.

Nossas percepções são condicionadas pelas aflições já presentes em nós: a ignorância, os desejos, o ódio, a raiva, o ciúme, o medo, a força do hábito etc. Percebemos os fenômenos sempre através de nossa falta de compreensão da impermanência e da interdependência das coisas. Ao praticar a atenção plena, a concentração e o olhar em profundidade, descobrimos os erros contidos em nossas percepções e nos livramos do medo e do apego. Todo sofrimento nasce de percepções errôneas. A compreensão, que é o fruto da meditação, pode dissolver nossas percepções enganosas e nos liberar. Temos que estar sempre alertas, para não nos refugiar nas percepções. O Sutra do Diamante nos lembra: "Onde há uma percepção, há um engano." Seria ótimo se conseguíssemos substituir as percepções por prajna, a visão verdadeira, a sabedoria real.

13 novembro 2008

VEDANA - 2º agregado

O Segundo Agregado são as sensações (vedana). Existe um rio de sensações dentro de nós, e cada gota desse rio representa uma sensação. Para observar nossas sensações, sentamo-nos na margem do rio e identificamos cada uma à medida que passa por nós. Pode ser agradável, desagradável ou neutra. Uma sensação qualquer permanece por algum tempo, e a seguir surge outra. A meditação implica ter consciência de cada uma dessas sensações. Reconhecê-la, sorrir para ela, contemplá-la e acolhê-la com todo o coração. Se continuarmos com a contemplação, descobriremos a verdadeira natureza da sensação, e não teremos mais medo, nem mesmo quando for uma sensação dolorosa. Saberemos que somos muito mais do que as nossas sensações, e que somos capazes de acolher cada sensação e lidar com ela. 

Ao contemplar profundamente cada sensação, identificamos suas raízes dentro do corpo, das nossas percepções e da nossa consciência profunda. A compreensão de uma sensação é o início de sua transformação. Aprendemos a acolher até mesmo as emoções mais fortes, usando a energia da atenção plena, até que elas se acalmem. Praticamos a respiração consciente, focalizando a atenção no abdome, que se eleva e se retrai a cada respiração. Cuidamos de nossas emoções da mesma forma que cuidaríamos de um irmão ou irmã pequenos, se fosse preciso.

Praticamos olhando profundamente nossas sensações e emoções, para identificar os nutrientes que as alimentaram. Sabemos que se formos capazes de ingerir nutrientes melhores, nossas sensações e emoções mudarão. Nossas sensações são apenas formações, impermanentes e sem substância. Aprendemos a não nos identificar com elas, a não considerá-las como nós mesmos, a não nos refugiar nelas, e a não morrer por causa delas. Esta prática nos ajuda a cultivar o destemor, e nos liberta do hábito de ficar agarrados às coisas, até mesmo ao sofrimento.

04 novembro 2008

RUPA - 1º Agregado

Forma (rupa) significa o nosso corpo, incluindo os cinco órgãos dos sentidos e o sistema nervoso. Uma boa prática de atenção plena ao corpo é nos deitarmos e praticarmos o relaxamento total. Permita que seu corpo descanse um pouco, e a seguir concentre a atenção na testa. "Ao inspirar, tomo consciência de minha testa. Ao expirar, sorrio para minha testa." Use a energia da atenção plena para tocar, a testa, o cérebro, os olhos, ouvidos e nariz. A cada vez que inspirar, torne-se consciente de uma parte diferente do corpo, e cada vez que expirar, sorria para aquela parte. Use as energias da atenção plena e do amor para abraçar cada pedaço do corpo. Abrace seu coração, pulmões e estômago. "Ao inspirar, tomo consciência de meu coração. Ao expirar, abraço meu coração." Estabeleça a prática de explorar todo o seu corpo, usando a luz da atenção plena e sempre sorrindo para cada uma das partes com compaixão e amor. Quando terminar de fazer isso, você se sentirá extraordinariamente bem. Só leva meia hora, e o corpo descansará profundamente durante esses trinta minutos. Não se esqueça de cuidar bem de seu corpo, dando a ele tempo de descanso, e abraçando-o com carinho, compaixão, atenção e amor.

Aprenda a considerar seu corpo como um rio, no qual cada célula é comparável a uma gota de água. A todo instante as células estão nascendo e morrendo. O nascimento e a morte se apóiam mutuamente. Para praticar a atenção plena ao corpo, siga o ritmo da respiração e focalize a atenção em cada parte do corpo, desde o cabelo no alto da cabeça até as solas dos pés. Respire sempre com atenção plena e abrace cada parte do corpo com a energia da atenção plena, sorrindo com reconhecimento e amor. O Buda disse que existem trinta e duas partes no corpo que devem ser reconhecidas e abraçadas. Identifique os elementos que fazem parte de seu corpo: terra, água, ar e calor. Entenda a ligação que existe entre esses quatro elementos dentro e fora de seu corpo. Veja a presença viva de seus ancestrais e também das gerações futuras, além de todos os outros seres dos reinos animal, vegetal e mineral. Tome consciência das posições de seu corpo (de pé, sentado, caminhando, deitado) e dos seus movimentos (dobrado, esticado, tomando banho, vestindo-se, comendo, trabalhando etc.). Quando você dominar bem essa prática, conseguirá identificar as sensações e percepções no momento em que surgem, sendo capaz de praticar com atenção, olhando profundamente.

 Observe a natureza impermanente e interdependente de seu corpo, observe que ele não tem uma entidade permanente. Assim, você não mais se identificará com o corpo nem o considerará como sendo o "eu". Veja seu corpo como uma formação, vazio de substância própria que possa ser denominada "eu". Veja o corpo como um oceano cheio de ondas ocultas e monstros marinhos. Por vezes, o oceano pode se mostrar calmo, mas em outros momentos é surpreendido por uma tempestade. Aprenda a acalmar as ondas e dominar os monstros marinhos, sem se deixar arrastar nem ser apanhado por eles. Através da prática da observação profunda, o corpo deixa de ser um agregado de apegos e desejos, e você conquista a liberdade, para que nunca mais se sinta prisioneiro do medo.

Os Cinco Agregados


De acordo com o budismo, os seres humanos são compostos de Cinco Agregados (skandhas): forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência. Os Cinco Agregados contêm em si tudo o que existe - tanto dentro como fora de nós, na natureza e na sociedade. Diferentemente da visão ocidental que é dualista, os cinco skandhas intersão. Observe com atenção os cinco rios que correm dentro de você e veja como cada um deles contém em si os outros quatro.

Os Cinco Agregados são interdependentes. Quando nos ocorre uma sensação dolorosa, devemos olhar para o corpo, para as nossas percepções, nossas formações mentais e nossa consciência, procurando a causa dessa sensação. Se temos uma dor de cabeça, a sensação dolorosa vem do Primeiro Agregado. Sensações dolorosas também podem se originar das formações mentais ou das percepções. Você pode, por exemplo, pensar que alguém o detesta, quando na verdade essa pessoa o ama.

 

Observe com atenção os cinco rios que correm dentro de você e veja como cada um deles contém em si os outros quatro. Olhe para o rio do corpo. No início você pode achar que o corpo é apenas físico e não mental. Só que cada célula de seu corpo contém dentro dela todas as informações contidas no seu corpo inteiro. Hoje em dia já é possível duplicar o corpo inteiro a partir de uma única célula, o que chamamos de clonagem. A unidade contém o todo. Uma única célula do seu corpo contém seu corpo inteiro. Isso significa que todas as sensações, percepções, formações mentais e consciência estão contidas em uma única célula - não apenas os nossos, mas também os de nossos pais e de nossos ancestrais. Cada agregado contém todos os outros agregados. Cada sensação contém em si todas as percepções, formações mentais e consciência. Ao observar uma sensação, podemos descobrir nela os outros elementos. Observe à luz da interdependência, e verá o todo na unidade e a unidade no todo. Não pense nem por um instante que o corpo existe fora das sensações ou que as sensações existem fora do corpo.

 

No Sutra Girando a Roda, o Buda diz: "Quando nos apegamos aos Cinco Agregados, eles produzem sofrimento." Ele não disse que os agregados são, por si mesmos, o sofrimento. Há uma imagem no Sutra Ratnakuta que nos pode ser útil. Um homem joga um bolo de terra para um cachorro. O cachorro olha para o bolo de terra e late furiosamente, porque não entende que é o homem, e não o bolo de terra, o responsável por sua frustração. O sutra continua: "Da mesma maneira, uma pessoa comum, presa a conceitos dualistas, pensa que os Cinco Agregados são a causa de seu sofrimento, enquanto na verdade a raiz do sofrimento está na falta de compreensão da natureza impermanente, sem existência separada, e interdependente dos Cinco Agregados." Não são os Cinco Agregados que nos fazem sofrer, mas a forma como nos relacionamos com eles. Ao observarmos a natureza impermanente, interdependente e sem existência própria de tudo o que existe, não sentimos aversão pela vida mas, ao contrário, constatamos como a vida é preciosa.

 

Sempre que não entendemos muito bem, apegamo-nos demais, ficando presos às coisas. No Ratnakuta Sutra, os termos "agregado" (skandha) e "agregado do apego" (upadana skandha) são usados. Osskandhas são os Cinco Agregados que dão origem à vida. Upadana skandhas são os mesmos Cinco Agregados vistos como objetos de apego. A raiz de nosso sofrimento não está nos agregados em si, mas em nosso apego. Existem pessoas que, devido à compreensão incorreta da razão do sofrimento, em vez de lidarem com seus apegos, têm medo dos seis objetos dos sentidos e aversão pelos Cinco Agregados. Um Buda é alguém que vive em paz, alegria e liberdade, alguém que não tem medo nem está apegado a nada.

 

Quando inspiramos e expiramos e harmonizamos os Cinco Agregados dentro de nós, realizamos a verdadeira prática. Mas praticar não significa nos limitarmos aos Cinco Agregados internos. Temos consciência de que os Cinco Agregados também têm raízes na sociedade, na natureza e nas pessoas com quem vivemos. Medite no conjunto dos Cinco Agregados dentro de você, até poder ver a unidade que existe entre você e o universo. Quando o Bodhisattva Avalokita contemplou a realidade dos Cinco Agregados, viu o vazio do "eu", e se libertou do sofrimento. Se contemplamos os Cinco Agregados com consistência, nós também nos libertaremos do sofrimento. Se os Cinco Agregados retomarem à sua origem, o sentido de "eu" deixa de existir. Enxergar a unidade dentro do todo significa romper com o apego a uma falsa idéia de "eu", a convicção de que o "eu" é uma entidade imutável com existência própria. Romper essa falsa visão significa se libertar de todos os tipos de sofrimento.

 (Do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)

 Nas próximos 5 postagens vou falar sobre eles. Hoje já coloquei o primeiro agregado, a forma!


Todas as informações foram extraidas do BLOG SANGA Virtual, o qual tenho link permanente neste blog!

Espero que gostem!

23 outubro 2008


Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.


Amyr Klink

10 outubro 2008

SHANKARA




A Jóia Suprema do Discernimento (Viveka Chuda Mani) é um texto clássico do Vedanta a respeito do caminho para Deus através do conhecimento. Foi escrito por Shankara (686-718 d.C.), um monge errante indiano que foi o principal formulador doutrinal do Advaita Vedânta, ou Vedânta não-dualista. Seu ensinamento básico é o de que só Deus é a realidade que a tudo permeia; a alma individual não é outra senão a alma universal.

Este texto desfruta de enorme popularidade devido à maneira clara e racional com que aborda temas relacionados com a religião.

Shankara nasceu em Kaládi, vilarejo do Malabar Ocidental, no Sul da índia. Filho de pais brâmanes, aos dez anos já era um prodígio acadêmico. Não só tinha lido e decorado todas as escrituras como escrevera comentários sobre muitas delas, e travara discussões com renomados eruditos que, de todas as partes do país, acorriam para vê-lo.

Mas o menino estava insatisfeito. Numa época em que a maioria das crianças ainda mal começara a estudar, já ele estava descontente com o vazio do conhecimento livresco. Ele viu que seus professores não praticavam as sublimes verdades que pregavam. De fato, toda a sociedade em que ele vivia era materialista e dada à busca dos prazeres. A Índia estava passando por um período de decadência espiritual. Shankara, ardendo de zelo juvenil, resolveu fazer de sua vida um exemplo que pudesse reconduzir os homens à senda da verdade. Foi discípulo de Govindapada, que iniciou-o e instruiu-o na meditação e no inteiro processo da Ioga. Em pouco tempo Shankara alcançou a completa realização mística e começou ele próprio a ensinar.
Uma manhã, quando ia banhar-se no Ganges, encontrou um Chandala, um membro da mais baixa das castas, a dos intocáveis. O homem trazia consigo quatro cachorros, que bloqueavam o caminho de Shankara. Por um momento, o inato preconceito de casta se fez valer. Shankara, o Bruhmin, ordenou ao Chandala que saísse do seu caminho. Mas o Chandala retrucou:- Será um só Deus, como pode haver muitas espécies de homens?
Shankara encheu-se de vergonha e reverência, e prostrou-se diante do Chandala. Esse incidente inspirou um dos mais belos poemas de Shankara, o Manisha Panchaka, composto de cinco estrofes, cada qual terminando com o refrão:
Quem aprendeu a ver em toda parte a Existência única,Esse é o meu mestre, seja ele Brahmin ou Chandala

A NATUREZA DE MAYA

Shankara propôs que, embora o universo dos fenômenos seja de fato experimentado, ele não é a verdadeira realidade. Ao afirmar isso, Shankara não está querendo dizer que ele não existe para nós. O estado de ignorância (nossa consciência de todos os dias) ele é vivenciado, e existe tal como nos aparece. No estado de iluminação ele não é vivenciado, e deixa de existir. Shankara deduz naturalmente uma distinção entre as ilusões particulares do indivíduo e a ilusão universal ou ilusão do mundo: À primeira ele chama Pratibhasika (ilusória); à segunda, Vyavaharika (fenomenal). Por exemplo, os sonhos de um homem são as suas ilusões particulares; quando ele acorda, elas deixam de existir. Mas a ilusão universal - a ilusão do mundo fenomenal - persiste durante toda a vida de vigília do homem, a não ser que ele se conscientize da Verdade mediante o conhecimento de Brahman.

Quando um homem foi mordido pela cobra da ignorância, ele só pode ser curado pela realização de Brahman. De que servem os Vedas e as escrituras, os amuletos e as ervas? Não se cura uma doença pronunciando a palavra remédio. É preciso tomar o remédio.
A libertação não vem com o mero fato de pronunciar a palavra Brahman. Brahman deve ser realmente vivenciado. Enquanto não permitirmos que este universo aparente desapareça da nossa consciência, enquanto não experimentarmos Brahman, como podemos encontrar a libertação pela simples pronúncia da palavra "Brahman"? O resultado é um mero ruído. Enquanto não tiver destruído seus inimigos e tomado posse do esplendor e das riquezas do reino, o homem não pode tomar-se rei dizendo simplesmente: Eu sou um rei.

O mais difícil dentre todos os problemas filosóficos é o da relação entre o finito e o Infinito, o problema de como este mundo finito veio a existir. Se acreditamos que o finito tem uma realidade própria absoluta - e que ele se origina do Infinito e é uma verdadeira transformação do Infinito - ou se consideramos o Infinito como uma primeira causa transcendental do mundo fenomenal (posição sustentada pela maioria dos teólogos cristãos), então temos de admitir que o Infinito já não é infinito. Um Deus que se transforma a Si mesmo no universo visível está Ele próprio sujeito à transformação e à mudança - não se pode considerá-lo como a realidade absoluta. Um Deus que cria um mundo limita a Si mesmo pelo próprio ato da criação, e portanto deixa de ser infinito. Essa dificuldade é superada, porém, se considerarmos o mundo como Maya. E esta explicação do nosso universo está, além do mais, em perfeito acordo com as descobertas da ciência moderna - que se podem resumir assim: Uma bolha de sabão com irregularidades e rugas em sua superfície é talvez a melhor imagem do novo universo que nos foi revelado pela teoria da relatividade. O universo não é o interior da bolha de sabão, mas a sua superfície - e a substância da qual a bolha é soprada, a película de sabão, é um espaço vazio fundido ao tempo vazio.

Deste modo, só quando analisamos a natureza do Universo e o descobrimos como Maya - nem absolutamente real, nem absolutamente inexistente - é que compreendemos como a superfície fenomenal da bolha de sabão salvaguarda a eterna presença do Absoluto. Os Upanishads afirmam que o universo emana do Brahman absoluto, subsiste nele e, finalmente, funde-se com ele. Shankara nunca nega diretamente os Upanishads, mas explica diferentemente essas afirmações. O universo, diz ele, é uma sobreposição a Brahman. Brahman permanece eternamente infinito e imutável. Não está transformado neste universo. Ele simplesmente aparece a nós como este universo, na nossa ignorância. Nós sobrepomos o mundo aparente a Brahman do mesmo modo que às vezes sobrepomos urna cobra a um rolo de corda. Essa sobreposição é a apresentação aparente à consciência, pela memória, de algo que foi anteriormente observado em alguma outra parte. Vemos uma cobra. Lembramo-nos dela. No dia seguinte, vemos um rolo de corda. Sobrepomos a ela a lembrança da cobra e desse modo falseamos a sua natureza.

Shankara antecipa uma objeção à sua teoria e trata de refutá-la. Podemos desafiar a teoria da sobreposição afirmando que Brahman não é um objeto de percepção. Não podemos sobrepor uma cobra a uma corda que não percebemos. Assim, como podemos sobrepor uma aparência de mundo a uma realidade que não é visível aos nossos sentidos? A isso Shankara responde: Embora Brahman nunca seja visível à nossa percepção sensorial do dia-a-dia, existe um modo no qual estamos cônscios da realidade: o Eu profundo. Porque Brahman é o objeto da idéia do ego. Sabemos perfeitamente, por intuição, que o Eu profundo existe, já que a idéia do ego é uma representação do Eu. Nem é uma regra absoluta que objetos possam ser sobrepostos apenas a outros objetos tal como eles se nos apresentam; porque as pessoas ignorantes sobrepõem um azul-escuro ao céu, que não é um objeto de percepção sensorial.

BRAHMAN E ATMAN

As escrituras estabelecem a absoluta identidade de Atman e Brahman ao declarar repetidamente: "Isso és Tu". Os termos Brahman e Atman, no seu verdadeiro significado, se referem respectivamente a Isso e TU. No seu sentido literal, superficial, Brahman e Atman têm atributos opostos, como o Sol e o vaga-lume, o rei e seu servo, o oceano e o poço, ou o monte Meru e o átomo. A identidade de ambos só é estabelecida quando os compreendemos no seu verdadeiro significado, e não num sentido superficial.

O tolo vê o reflexo do Sol na água de um jarro e pensa que ele é o Sol. Enredado na ignorância de sua ilusão, o homem vê o reflexo da Pura Consciência nos invólucros e o confunde com o Eu verdadeiro. Para olhar o Sol, deves afastar-te do jarro, da água e dos reflexos do Sol na água. O sábio sabe que estes só são revelados pelo reflexo do Sol, que brilha por si mesmo. Não são o próprio Sol. O corpo, o invólucro do intelecto, o reflexo da consciência sobre ele - nada disso é o Atman. Atman é a testemunha, a consciência infinita, o revelador de todas as coisas, mas difere de todas elas, quer sejam grosseiras ou sutis. É a realidade eterna, onipresente, que a tudo permeia, a mais sutil das sutilezas. Não tem interior nem exterior. É o Eu verdadeiro, oculto no santuário do coração.

Compreende plenamente a verdade do Atman.

Sê livre do mal e da impureza, e passarás além da morte

(Shankara)


FONTE: Saindo da Matrix (site)

Permita!


PERMITA QUE O AMOR INVADA
SUA CASA - CORAÇÃO!

09 outubro 2008

NADA

O que devemos fazer?
Que caminho seguir?

A eterna busca!

Mas como estou 'no' perceber, buscar implica em prévio conhecimento do que estamos a buscar..

Isso torna a minha BUSCA totalmente incoerente...
Já que não sei, em absoluto, o que busco!

E falando um pouco sobre caminhos e verdades,
fazendo alguns remendo com os meus conhecimentos. A verdade é uma terra sem caminhos!


Chego no ponto de que não existe ponto para se chegar.

Antes achava que o caminho era o próprio caminhar e não existia algum lugar... e que cheia de esperança iria chegar...

Hoje, nem caminho, nem lugar, simplesmente nada!

Vou ficar com ele... o NADA! Porque parece que é só ele que existe de fato!



29 setembro 2008


Pois bem: se esse homem não precisa pedir coisa alguma a outrem, significa isso que ele é um modelo para si mesmo, que é a sua própria luz - e, assim, não projetará sombras no caminho de outrem. (…)


Não o limita o temor da autoridade externa, o temor de um deus desconhecido, não o limitam as superstições e tradições, porque, no instante em que ele depender de alguém ou de algo, a sua percepção da Verdade se atenuará.


Também é necessário que ele seja dominado pela intuição, que é o ponto culminante da inteligência. (…) E se desejais despertar essa intuição (…) deveis manter a vossa inteligência entusiasticamente desperta.


Esse homem é simples, (…) é puro. Ele é lúcido e calmo (…) esse homem preencheu a vida, porque deixou a vida pintar o quadro que desejava e não foi ele quem, com sua estreiteza, (…)suas limitações, deturpou e corrompeu a vida.


(…) E quando houverdes compreendido esse caminho, (…) realizado essa união, o tempo e todas as suas complicações deixarão de existir. (…)


(…) São precisos novos arquitetos, novos construtores, para criar uma sociedade nova. A estrutura tem de ser edificada sobre alicerces novos, sobre fatos e valores novos, que cumpre descobrir. Esses arquitetos não existem ainda. (…) Tal é o nosso problema. Vemos que a sociedade está ruindo e se desintegrando, e somos nós - vós e eu - que temos de ser os arquitetos. (…)


Aquela Voz que está sempre chamando...


Aquela Voz que está sempre chamando...

Você já a escutou?



Eu estou sempre a escutar...
mesmo que não seja pelos meus ouvidos!

A vírgula




O que vocês acham da vírgula, é tão importante mesmo?
Vejam:Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.

Não, espere.

Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.


Pode ser autoritária.

Aceito, obrigado.

Aceito obrigado.


Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve..

Isso só ele resolve.


Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião..

Não queremos saber.

Não, queremos saber.


Pode matar, ou perdoar alguem.

Matar não, perdoar!

Martar, não perdoar!

Uma vírgula muda tudo.


ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


*Detalhes Adicionais*

'SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.'


Se você for* mulher*, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for* homem*, colocou a vírgula depois de TEM.

Uma grande VERDADE!!!!
Saber dar VALOR É DOM... muito raro por sinal!!!


Ramana Maharshi



“Foi mais ou menos seis semanas antes de deixar Madurai permanentemente
que a grande mudança ocorreu na minha vida. Aconteceu inesperadamente. Eu
estava sentado sozinho em uma sala do primeiro andar da casa de meu tio. Eu
raramente adoecia, e naquele dia minha saúde estava normal, mas repentinamente eu
fui tomado por um violento medo de morrer. Nada no meu estado de saúde explicava
isso, e eu não tentei justificar esse medo, nem procurei suas causas. Eu apenas senti
‘Vou morrer’ e comecei a pensar o que fazer a respeito disso. Não pensei em
consultar um médico, meus parentes ou meus amigos; eu senti que precisava resolver
o problema por mim mesmo, ali mesmo.
O choque do medo da morte fez minha mente voltar-se para o interior, e eu
disse a mim mesmo, sem na verdade moldar em palavras: ‘Agora a morte chegou; o
que isso significa? O que está morrendo? O corpo morre.’ Então imediatamente
comecei a dramatizar a ocorrência da morte. Eu deitei com os meus membros
esticados e duros como se estivesse ocorrendo o rigor mortis, e imitei um cadáver
para tornar a inquirição mais realista. Prendi a respiração e mantive os lábios
firmemente fechados a fim de não deixar escapar nenhum som, de maneira que nem
mesmo a palavra “eu” e nem qualquer outra palavra pudesse ser pronunciada.
‘Então’, disse a mim mesmo, ‘este corpo está morto. Ele vai ser carregado duro até a
pira de fogo e lá será queimado e reduzido a cinzas. Mas com a morte deste corpo eu
morro? Este corpo é o Eu? Ele está silencioso e inerte, mas eu sinto a força total de
minha existência, e até mesmo a voz do “eu” dentro de mim, separadas do corpo.
Então eu sou o espírito que transcende o corpo. O corpo morre mas o Espírito que o
transcende não pode ser tocado pela morte. Isso significa que eu sou o Espírito
Imortal’. Isso tudo não foi um pensamento obscuro; foi uma verdade viva que
brilhou através de mim e que percebi diretamente, quase sem o processo do
pensamento. ‘Eu’ era algo muito real, a única coisa real no meu estado presente, e
todas as atividades conscientes ligadas ao meu corpo estavam centradas naquele
‘Eu’. A partir daquele momento o ‘Eu’ ou ‘Si-mesmo’ focou a atenção em si mesmo
por meio de uma poderosa fascinação. O medo da morte desapareceu de vez, e a
absorção no Eu Real continuou ininterrupta desde então.”

15 setembro 2008

RESPOSTA


Hoje foi um dia difícil, então resolvi perguntar a mim mesma... bem lá no fundo, qual o mótivo, qual o significado de tudo o que eu estava passando... ai ......... a RESPOSTA VEIO!!!!! Fiquem com ela!

_________________________________



É tão fácil enganarmos a nós mesmos, tão fácil nos convencermos de qualquer coisa! O sentimento de que devemos "ser alguma coisa" é o começo da ilusão e, naturalmente, essa atitude idealista leva a várias formas de hipocrisia. Qual a causa da ilusão? Um dos fatores é a constante comparação entre "o que é" e "o que deveria ser" ou "poderia ser";, é essa medição entre o "bom" e o "mau" - o pensamento que quer melhorar a si próprio, a memória do prazer, a querer mais prazer, etc. É esse desejo de "mais", essa insatisfação, que nos faz aceitar qualquer coisa, a ter fé em qualquer coisa, e isso há de levar inevitavelmente a toda espécie de engano, de ilusão. São o desejo e o medo, a esperança e o desespero, que "projetam" o alvo, a conclusão que se quer experimentar. Essa experiência, por conseguinte, não tem realidade. Todas as chamadas experiências religiosas seguem esse padrão. O próprio desejo de esclarecimento também gera, forçosamente, a aceitação da autoridade - que é o contrário de esclarecimento. Desejo, insatisfação, medo, prazer, desejo de "mais", ânsia de mudança, tudo isso é medição e constitui a essência da ilusão.

Só podemos estar livres dessa medição quando estamos vivendo realmente com "o que é", nem desejando alterá-lo, nem julgando-o "bom" ou "mau". "Viver com uma coisa" não significa aceitação dela: ela é um fato, quer a aceitemos, quer não. "Viver com uma coisa" não significa, tampouco, identificar-se com ela.


J. Krishnamurti

12 setembro 2008

Livres!!!!


Sendo a vida aquilo que é -- muito superficial, vazia, tortuosa, sem grande sentido -- tenta-se inventar um significado, dar-lhe um sentido. Se se tem uma certa habilidade mental, o significado e o sentido dessa invenção tornam-se bastante complicados. E ao não encontrarmos a beleza, o amor, ou o sentido da imensidade, isso pode tornar-nos cépticos, descrentes de tudo. É claro que é absurdo e ilusório, sem significado, inventar uma ideologia, uma fórmula, afirmar que há Deus ou que não há, quando a vida não tem qualquer significado -- o que é verdade, vivendo nós como vivemos. Assim, não vamos nós agora inventar-lhe um sentido.


Era bom que pudéssemos fazer esta pesquisa juntos e descobrirmos, por nós próprios, se há, ou não, uma Realidade que não seja uma mera invenção intelectual ou emocional, uma fuga. O ser humano, através da História, tem afirmado que há uma Realidade para a qual temos que nos preparar, pela qual temos de fazer certas coisas (disciplinarmo-nos, resistir a qualquer forma de tentação, autocontrolar-nos, controlar o sexo, ajustarmo-nos a determinado padrão estabelecido pela autoridade religiosa, pelos santos, etc.); ou devemos rejeitar o mundo, afastando-nos para um mosteiro ou para alguma gruta onde possamos meditar, isolando-nos, para estarmos sozinhos e não termos, assim, tentações.


Vê-se, naturalmente, o absurdo de uma tal luta, e que não temos possibilidade de fugir do mundo, daquilo que é, do sofrimento, da loucura, e de tudo o que o homem tem descoberto no campo científico.


Obviamente que temos de pôr de lado todas as teologias e crenças. Se assim procedermos, então deixa de haver qualquer forma de medo.Sabendo que a moralidade social não é moral mas imoral, percebemos que temos de ser extraordinariamente morais porque, afinal, moralidade é apenas criar ordem, tanto dentro como fora de cada um de nós; mas esta moralidade deve estar na ação, não sendo uma moralidade meramente baseada em ideias ou conceitos, mas termos uma conduta verdadeiramente moral.
Será possível disciplinarmo-nos sem repressão, sem controle, sem fugas? A raiz da palavra "disciplina" é "aprender", e não conformarmo-nos nem tornarmo-nos discípulos de alguém; não é imitar ou reprimir, mas aprender. O próprio ato de aprender exige disciplina -- uma disciplina que não é imposta nem é acomodação a qualquer ideologia, nem é a dura austeridade do monge. Contudo, sem uma profunda austeridade, a nossa conduta na vida diária apenas leva à desordem.


Podemos ver como é essencial ter completa ordem dentro de nós, tal como a ordem matemática, que não é relativa, que não é comparativa, nem resulta da influência do meio.
Tem de se estabelecer uma conduta correta, para que a mente esteja em completa ordem. Uma mente torturada, frustrada, moldada pelo que a rodeia, que se conforma à moral social estabelecida é, em si própria, confusa; e uma mente confusa não pode descobrir o que é a Verdade. Para a mente descobrir esse estranho mistério -- se tal coisa existe - - ela precisa de construir as bases de uma conduta moral, o que não tem nada a ver com a moralidade social, uma conduta sem medos e, portanto, livre. Só então -- depois de lançada esta base profunda -- a mente poderá prosseguir no sentido de descobrir o que é meditação, essa qualidade de silêncio, de observação, no qual o "observador" não existe. Se esta base de conduta correta não está presente na existência de cada um, na sua ação, então a meditação tem muito pouco significado.

A Natureza da Liberdade 2


"Se não estivermos livres do passado, não haverá liberdade pois a mente nunca é nova, fresca, inocente. Só a mente fresca e inocente é livre. Liberdade nada tem que ver com idade, com experiência. A mim me parece que a essência mesma da liberdade está no compreender o mecanismo do hábito, tanto consciente como inconsciente. Não é uma questão de por fim ao hábito, mas de ver toda a estrutura do hábito. Temos de observar como formam os hábitos e como, por rejeitar um hábito ou resistir a ele, criamos outro hábito. O que importa é estarem inteiramente cônscios do hábito; nesse momento é que poderão ver, por si mesmos, que findou o processo de formação de hábitos. Resistir ao hábito, lutar contra ele ou rejeitá-lo só dá continuidade ao hábito. Quando lutam contra o hábito, dão vida a ele e, então, apenas atentos à estrutura do hábito como um todo, sem resistência, descobrirão estarem livres do hábito e, nessa liberdade, ocorre algo novo"

09 setembro 2008

A Natureza da Liberdade


A verdade não é uma coisa contínua que se possa manter mediante prática ou disciplina, mas algo que se percebe num lampejo.A percepção da verdade não surge através de qualquer forma do pensamento condicionado, razão pela qual o pensamento não pode imaginar, conceber nem formular o que seja a verdade.
Para se entender, plenamente, o que é a verdade, tem de haver liberdade.Para a maioria de nós, liberdade é apenas uma palavra, uma reação ou uma idéia que serve de fuga à nossa escravidão, ao nosso sofrimento, à rotina entediante do dia-a-dia; mas isso, absolutamente, não é liberdade.A liberdade não vem através da busca porque não podemos buscar a liberdade e tampouco procurá-la. A liberdade só vem quando compreendemos todo o processo da mente que cria suas próprias barreiras, limitações e projeções a partir de uma base de experiência condicionada e condicionante.
"J. Krishnamurti"

05 setembro 2008

You only see what your eyes want to see

Frozen.

Madonna

Composição: Madonna

You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen, when your heart's not open
You're so consumed with how much you get
You waste your time with hate and regret
You're broken, when your heart's not open
Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key
Now there's no point in placing the blame
And you should know I suffer the same
If I lose you, my heart will be brokenLove is a bird, she needs to fly
Let all the hurt inside of you dieYou're frozen, when your heart's not open
Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key
You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen, when your heart's not open
Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key
Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the keyIf ~
I could melt your heart...

29 agosto 2008

CEGO - SURDO - MUDO


Cego: É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


Surdo: É aquele que não tem tempo para ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no final do mês.


Mudo: é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


- Mário Quintana -

14 agosto 2008

Não basta!



Não basta abrir a janela Para ver os campos e o rio. Não é bastante não ser cego Para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Com filosofia não há árvores: há idéias apenas. Há só cada um de nós, como uma cave. Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.


- Fernando Pessoa -

ÓLEO DE CANOLA


ÓLEO DE CANOLA


A perfeição humana da canola - A planta que Deus não criou !




A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris. Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa. Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica. Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que osoutros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim. Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradasgorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer. Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores.Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!


Luiz Antônio Caldani

Engº Agrônomo


Extraído do site da Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):




12 agosto 2008

Dan Millman



O propósito: Evolução!

Onde ocorre: Na vida diária!

O tempo: Agora!

O Método: Ação!

Com os pés na terra, comece de onde estás!

Funciona em todos os níveis!

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