20 junho 2008

MOVIMENTO




É muito simples, se estivermos juntos.
Aliás, nós estamos juntos, todos nós, sem exceção. Não há esta história de Eu e Você, ou Eu e Mundo. Não há isso. Posso falar em ilusão, mas isso já deixou de ser uma ilusão, já é uma outra história. Não chamar de nada, não vou dar nenhum nome para isso, porque não falta nada para que isso seja uma realidade, está acontecendo agora, você percebeu? Não feche os olhos para sentir, ou ver ou sei lá o que, não importa se você abre o fecha os olhos... Porque não está lá, nenhum esforço vai fazer com que você perceba.
Para perceber nada é necessário, não estou falando de ginástica espiritual, nem receita alguma para se chegar a algum lugar desconhecido, mirabolante ou algo parecido. Primeiro porque se é desconhecido é melhor não tentar falar dele, explicá-lo, rotulá-lo porque ele é desconhecido lembra? Então vamos deixar disso!
Estou aqui para falar de movimento. O que será isso? Dizem que tudo se movimenta, que o mundo o universo é movimento, certo? Fica um pouco confuso, tentamos acompanhar o movimento para não nos perdermos no tempo, que também é movimento, mas eu me pergunto como isso é possível, acompanhar o movimento? Que história é essa?
Nós fazemos um esforço tremendo para acompanhar, o mundo o tempo, a sociedade a tecnologia, a nós mesmos e sei lá mais o que. Mas espere um pouco, acompanhar sugere que nós temos que olhar este movimento harmonizar-se com ele e assim, talvez seguir junto, acompanhar. Mas sinto algo estranho nisso, você não?
Lembro-me de quando estou no mar, aquelas ondas, todo aquele movimento, leveza e tranqüilidade. Percebo que quando tento acompanhar as ondas, fico tensa, a brincadeira, o estar se divertindo no mar, cessa. Mas estava tudo também bem, na verdade eu não estava acompanhando nada eu esta junto e era a própria onda e o próprio movimento, sem esforço, simplesmente acontecendo.
Quer saber, pare de tentar acompanhar as coisas, isso não existe, é pura divisão e isso não é divertido e gostoso, é tenso e desnecessário. Lembres-se do mar, vá para o mar. Faça uma viagem, pegue sua família, amigos, inimigos também e desça até a praia mais próxima e veja por si só o que eu estou a lhe falar.
E quando você quiser sair de dentro dágua não saia, por favor, por que se você se tornar a água nunca mais você vai precisar sair dela. E você vai poder trazer o mar para aqueles que não puderam ir com você. Você vai levar o mar para todos os cantos do universo, assim simples, sem esforço algum.
Não faça manobras extraordinárias para isso acontecer, o mar não pesa, ele nem é tão grande assim, ele cabe perfeitamente em você. Perceba que isso não é uma receita, ou um caminho qualquer para algum lugar qualquer. Estou pedindo para não acompanhar, será total perda de movimento.
Agora nós podemos falar sobre harmonia, ou se harmonizar, que história é essa? E estamos nós novamente a nos esforçar tremendamente para poder estar em harmonia. Fica até divertido, eu sinto que a pergunta nem mudou é mesma pergunta anterior, só mudou a palavra de acompanhar para harmonizar.
Nós podemos falar sobre tudo, tudo mesmo e ai eu vou dizer: desça até o Mar.
Vamos lá, juntos brincar de ir até o mar e descobrir todas as palavras que quisermos. Pense em uma palavra, qualquer uma, não importa qual.
Mas agora cabe um palavra bem interessante, que história é essa de Mar?
Há, você quer saber não é? Eu achei que você tinha seguido minha sugestão de ir até o Mar, pelo visto você não o fez. Mas vamos lá, juntos, agora – Você é o Mar!
Hei, mas eu também sou o Mar! Eu fiz esta viagem. É, nós estamos juntos e é muito simples se estivermos juntos.
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