31 março 2010

Capacidade de autocura

Tratamento estimula capacidade de autocura

BELL KRANZ
Folha Equilíbrio




Um método terapêutico batizado de autocura, aplicado com sucesso em pacientes com doenças nada insignificantes, como esclerose múltipla e glaucoma, e desenvolvido por um ucraniano que, na infância, foi declarado cego pelos médicos! Dá para desconfiar, não? E a história fantástica vai mais longe. Ele, que chegou a ser alfabetizado em braile, hoje tem carteira de motorista expedida pelo governo da Califórnia (EUA).

Não se trata de milagre, mas é como se fosse. O método de tratamento desenvolvido por Meir Schneider - o self-healing - não cura doenças incuráveis, mas oferece ao paciente uma melhora na qualidade de vida, que doenças como as degenerativas vão minando. Ele, por exemplo, não teve seus problemas visuais congênitos curados. Mas conseguiu recuperar 70% da capacidade de enxergar.

O objetivo da técnica é ensinar o paciente a minimizar as perdas e potencializar os recursos do seu corpo que estão sadios e/ou adormecidos, tanto na área circulatória como na respiratória e muscular. Os instrumentos para isso são massagem, movimento (ativo e passivo), visualização e trabalho de respiração, utilizados de forma integrada e com persistência e paciência por parte do maior interessado: o paciente.
"O tratamento exige que a pessoa se aproprie da sua doença e do seu processo de cura", diz Jussara Mesquita Pinto, doutora em educação da Universidade Federal de São Carlos e terapeuta ocupacional, que defendeu tese sobre a eficácia do método.

A pessoa deve fazer exercícios em casa, mas não como quem segue uma bula. Ela é orientada a prestar atenção ao corpo, a aprender quando seu problema piora, quando ele melhora, o que é eficaz para o seu corpo. "A doença não existe por acaso; além de ser morfológica, ela tem uma expressão que é própria do indivíduo e que vai se manifestando de formas diferentes ao longo do dia", diz Jussara.

"A massagem relaxa o músculo e indica ao paciente onde está tenso. Mas isso não basta, ele faz exercícios que buscam o uso de músculos menos usados. Assim, a pessoa ganha mais consciência do uso do corpo todo", diz Maria Fernanda Leite Ribeiro, especialista no tratamento de problemas de visão e presidente da Associação Brasileira de Self-Healing. Quanto à necessidade de o paciente praticar diariamente os exercícios em casa, ela explica: "A repetição é essencial, porque não se muda padrão sem repetição".

Uma das maiores divulgadoras do self-healing no Brasil descobriu o método no papel de paciente. Portadora de distrofia muscular, a ex-terapeuta ocupacional da Universidade Federal de São Carlos Beatriz Nascimento, 43, foi buscar ajuda com Meir Schneider.

Hoje, morando nos Estados Unidos, ela forma terapeutas e atende pacientes no centro de reabilitação fundado pelo mestre em São Francisco. "A distrofia não será curada, tenho muita perda muscular, mas, com menos músculos do que antes, hoje eu me movimento melhor. O efeito da perda é menor", diz Beatriz, que estará no Brasil na próxima semana, junto com Schneider, para dar uma palestra e ministrar workshops.

O self-healing aparece muito associado a problemas degenerativos, porque a gravidade desse tipo de doença leva os pacientes a buscar ajuda em tratamentos alternativos. Mas a técnica, dizem os especialistas, é eficaz para outros problemas, como miopia, LER, coluna e respiração.
"Muitos músicos também me procuram para aprender a usar melhor seus instrumentos sem tanta força, alguns atletas querem aprender a usar o corpo de uma maneira que não provoque tensão", afirmou Schneider, 48, à Folha.

Ainda não existe comprovação científica do método, mas ela virá, diz Schneider. "A ciência é tão ausente quanto o nosso pensamento. Às vezes, eu acuso a medicina de estudar apenas 100% de 10% da realidade humana. Mas estamos procurando comprovação científica, porque, na nossa cultura, as pessoas só aceitam o que é comprovado cientificamente. As pesquisas mostrarão que a autocura faz uma grande diferença na vida de várias pessoas", diz ele.

E o que diz a medicina convencional sobre os resultados positivos do método? Em geral, sem pesquisa, não se diz muito. Mauro Rabinovitch, oftalmologista do hospital Albert Einstein (SP), é um dos entusiastas do método. Em alguns casos, o médico encaminha pacientes para terapeutas formadas por Meir e diz presenciar melhoras na qualidade de vida.

"Não tenho estudos científicos, mas temos visto avanços na área neurológica através da estimulação física e psicológica, caso do self-healing", diz Rabinovitch, que critica duramente a deterioração da relação médico-paciente e a consequente falta de humanização da medicina. Para ele, "todo mundo tem capacidade dentro de si de autocura. Só precisa de um guia".


Associação Brasileira de Self-Healing:
http://www.self-healing.com.br/

School for Self-Healing de São Francisco (EUA):
http://www.self-healing.org/

Núcleo de Pesquisa e Assistência em Self Healing de São Carlos
(da Universidade Federal de São Carlos): www.ufscar.br/healing


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29 março 2010

Estar Consciente!


Estar consciente é vigiar sua atividade corporal, o modo como você anda, o modo como se senta, os movimentos das suas mãos; é ouvir as palavra que usa, observar todos os seus pensamentos, todas as suas emoções, todas as suas reações. Isso inclui estar consciente do inconsciente, com suas tradições, seu conhecimento instintivo, e a imensa tristeza que acumulou - não apenas a tristeza pessoal, mas a tristeza do homem. Você tem de estar consciente de tudo isso; mas não consegue ficar cônscio disso se estiver meramente julgando, avaliando, dizendo: "Isto é bom e aquilo é ruim", "Isto eu vou aceitar e aquilo vou rejeitar", coisas que tornam a mente embotada, insensível.
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16 março 2010

A Biologia do Pensamento

Um respeitado pesquisador de células-tronco, o norte-americano Bruce Lipton rompeu as fronteiras da biologia tradicional ao incorporar a ela conceitos da física quântica. Idéias surgidas a partir dessa ótica, como a equivalência da membrana celular ao "cérebro" das células e o controle que o ambiente exerce sobre as células a partir de suas membranas, confirmam a íntima relação mente-corpo e indicam como podemos usar os pensamentos para assumir o controle de nossa vida. Lipton relata sua extraordinária trajetória em "A Biologia da Crença" (Ed. Butterfly), tema da entrevista a seguir.

Em A Biologia da Crença, Lipton explica a íntima relação entre mente e corpo e o poder do pensamento na cura.

PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere em seu livro?

Bruce Lipton - Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos os meus colegas cientistas os consideraram inverossímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época a leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei 25 anos atrás. Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade. Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma idéia que enfatiza os genes como o fator primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo. A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o aciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de fato, ativado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.

Sua teoria também está relacionada à física quântica...

Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia se baseiam na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela se concentra no papel das forças de energia invisíveis que formam, coletivamente, campos integrados e interdependentes. Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os fatores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias eletromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida. Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a ação da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura. A nova biologia ressalta o papel da mente como o fator primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes.

Em que a nova biologia difere do darwinismo?

Ela frisa que a evolução não é conduzida pelos mecanismos sublinhados na biologia darwiniana. A teoria de Darwin oferece dois passos básicos para explicar como a evolução ocorreu:

1) mutação aleatória, a crença de que as mutações genéticas são randômicas e não influenciadas pelo meio ambiente - a evolução é conduzida por "acidentes";

2) seleção natural, na qual a natureza elimina os organismos mais fracos numa "luta" pela existência, na qual há vencedores e perdedores.

Novas descobertas oferecem uma imagem diferente. Em 1988, uma pesquisa revelou que, quando estressados, os organismos têm mecanismos de adaptação molecular para selecionar genes e alterar seu código genético. Ou seja, eles podem mudar sua genética em resposta a experiências ambientais. Outros estudos mostram que a biosfera (todos os animais e plantas) é uma gigantesca comunidade integrada que se baseia em uma cooperação das espécies. A natureza não se importa com indivíduos numa espécie, mas com o que a espécie como um todo está fazendo para o ambiente.

Segundo a nova biologia, a evolução:

1) não é um acidente;
2) baseia-se em cooperação.

Uma teoria mais recente sobre o tema ressaltaria a natureza da harmonia e da comunidade como uma força motriz por trás da evolução.

Como o senhor concluiu que podemos comandar e mudar nossas células e genes?

Minhas primeiras idéias científicas basearam-se em experiências que comecei em 1967, usando culturas de células- tronco clonadas. Nesses estudos, células geneticamente idênticas foram inoculadas em três placas de cultura, cada qual com um diferente meio de crescimento. Em uma placa, as célulastronco se tornaram músculo; em outra, células ósseas; na terceira, células de gordura. Meus resultados, publicados em 1977, revelam que o ambiente controlou a atividade genética das células. Esses estudos mostram que os genes propiciam o surgimento de células com "potenciais", os quais são selecionados e controlados pela célula a partir de condições ambientais. As células ajustam dinamicamente seus genes de forma que eles possam adaptar-se às demandas do ambiente. Mais tarde, descobri que a membrana celular equivalia ao cérebro da célula. No desenvolvimento humano, a pele embriônica é a precursora do cérebro. Nas células e no ser humano, o cérebro lê e interpreta a informação ambiental e então envia sinais para controlar as funções e o comportamento do organismo.

Quem está no comando do nosso corpo?

Nas primeiras semanas do desenvolvimento do embrião, os genes basicamente controlam o desenvolvimento do plano corporal de um humano (criam dois braços, duas pernas, etc.). Uma vez que o embrião toma a forma humana (torna-se um feto), os genes assumem uma posição secundária, controlando o desenvolvimento do corpo pela informação ambiental. Durante esse período, a estrutura e a função do corpo fetal são ajustadas em resposta à percepção do ambiente da mãe, que, via placenta, influencia a genética e a programação comportamental do feto. A "leitura" dos sinais ambientais (no útero e após o nascimento) capacita as células do corpo e seus genes a fazer ajustes biológicos para sustentar a vida. Como os sinais ambientais são lidos e interpretados pelas "percepções da mente", a mente se torna a força básica que, em última instância, modela a vida de uma pessoa.

Como os campos energéticos controlam a bioquímica do corpo?

As funções do corpo derivam do movimento das moléculas (basicamente proteínas). As moléculas mudam de forma em resposta a cargas eletromagnéticas ambientais. Influências físicas tais como hormônios e remédios podem oferecer essas cargas elétricas indutoras de movimento. Mas campos de energia vibracional harmonicamente ressonantes também fazem as moléculas mudar de forma e ativar suas funções. Enzimas de proteínas podem ser ativadas num tubo de ensaio por substâncias químicas e por freqüências eletromagnéticas, como ondas de luz.

Podemos evitar doenças enviando mensagens positivas para nossas células?

Só 5% das doenças humanas são relacionadas a defeitos genéticos de nascença. Portanto, 95% de nós nascemos com um genoma adequado a uma vida saudável. Para os doentes dessa maioria, a pergunta é: por que estamos tendo problemas de saúde? Reconhece-se hoje que o estilo de vida causa mais de 90% dos problemas de coração, mais de 60% dos casos de câncer e, talvez, todos os casos de diabete tipo 2. Quanto mais olhamos, mais vemos como nossas emoções, reações à vida, dieta pobre, falta de exercício e estresse modelam nossa vida. Como temos um controle significativo sobre nosso organismo, podemos reprogramar a saúde e a vida com nossas intenções. Se de fato soubessem como o seu organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar sua saúde, e isso seria o melhor preventivo para a doença.

É possível remodelar nossos pensamentos mais profundos?

O problema é que não entendíamos como a mente trabalha. Temos duas mentes, a consciente e a inconsciente. Associamos a primeira à nossa identidade pessoal - é a mente pensante, racional. A mente subconsciente opera sem a supervisão da consciente - é a "mente automática". Se as crenças da mente subconsciente conflitarem com os desejos da mente consciente, quem ganhará? A resposta é clara: a mente subconsciente, pois ela é uma processadora de informações um milhão de vezes mais poderosa do que a outra e, como os neurocientistas revelam, opera em torno de 95% do tempo. Pensávamos que se a mente consciente se tornasse cônscia de nossos problemas, automaticamente corrigiria quaisquer programas negativos descarregados na mente subconsciente. Mas isso não funciona, porque a mente subconsciente é como um gravador - ela grava comportamentos (os fundamentais, na maioria, são armazenados antes dos seis anos de idade) e, ao se apertar um botão, o programa será repetido incontáveis vezes (hábitos). Não existe uma "entidade" na mente subconsciente que "ouça" o que a mente consciente quer.

Pensamentos positivos funcionam quando a meta desejada é apoiada pelas intenções da mente consciente e pelos programas da mente subconsciente. Quanto a isso, existem três maneiras de mudar crenças velhas, limitantes ou sabotadoras na mente subconsciente: a meditação budista mindfulness, a hipnoterapia clínica e a chamada "psicologia da energia". Todos esses métodos são discutidos na seção "Resources" do meu site http://www.brucelipton.com/.

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Retirado do Site: Saindo da Matrix
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O Budismo e a Psicologia

Por: Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Retirado do site: Psicologia e Filosofia



O físico Fritjof Capra, em seu livro O Tao da Física, nos fala que o budismo - ao contrário do hinduísmo que lhe serviu de preparação e que possui um forte colorido mitológico e ritualístico - tem um caráter e um "sabor" eminentemente psicológicos. Segundo Capra, "Buda não estava interessado em satisfazer a curiosidade humana acerca da origem do mundo, da natureza do Divino ou questões desse gênero. Ele estava preocupado exclusivamente com a situação humana, com o sofrimento e frstrações dos seres humanos. Sua doutrina, portanto, não era metafísica; era uma psicoterapia. Buda indicava a origem das frustrações humanas e a forma de superá-las. Para isso, empregou os conceitos indianos tradicionais de maya, karma, nirvana,etc., atribuindo-lhes uma interpretação psicológica renovada, dinâmica e diretamente pertinente." (Capra, 1986, p. 77). Ele havia dedicado-se a um aspecto da evolução humana: a autocompreensão para por fim ao sofrimento humano, e só a este aspecto se dedicara.

A questão da causalidade em Buda, assim como em Freud, na psicologia ocidental, é um dos elementos principais de seus ensinamentos. Esta é chamada de karma, que significa ação, e representa a lei universal de causa e efeito em que o resultado de uma ação mais cedo ou mais tarde acaba por retornar a quem a praticou. Jesus certamente se refere à mesma lei universal quando fala: "Colherás aquilo que semeares". De acordo com o budismo, qualquer situação em que possamos nos encontrar em dado momento é a resultante de toda a nossa história pregressa, em cuja corrente histórica nos lançamos até atingir o estado atual; isto quer dizer que dispomos constantemente da oportunidade de aprender as lições para enriquecer nosso crescimento e evolução espiritual. Corretamente entendida, a doutrina do karma não é, como supõem alguns, uma forma de evitar uma ação responsável, nem uma desculpa para a aceitação das coisas tais como estão, mas um incentivo para aproveitar o presente da forma mais criativa e positiva possível; toda experiência vivencial se converte em um empurrão para diante na nossa jornada para a compreensão de nós mesmos.

"O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constroem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue ao animal que o arrasta". (Buda)
Comparemos este pesamento acima, do Buda, com este de Jesus:

"O olho - o modo como vemos, interpretamos, a realidade - é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão".
Nada existe que não esteja relacionado com a sua própria causa. Carma é uma lei natural, existente em todo parte. A semente que cai no solo fértil e germina está obedecendo ao carma. O som que é produzido pela vibração de ar no interior da flauta é fruto de um carma físico. A complexa organização e beleza da vida é algo que demonstra uma sutil interelação entre todos os fenômenos naturais e mentais. Daí os budistas desenvolverem uma visão de mundo como uma infinita "Teia de Rubis", em que todos os brilhantes e todas as gemas preciosas, por menores que sejam, refletem todas as demais: uma analogia surpreendentemente do pensamento holístico atualmente muito em voga, e aceitável plenamente à luz das mais recentes descobertas da física quântica.

Temporalidade no Budismo

A única constante universal é a mudança. Nada do que é físico dura para sempre; tudo está em fluxo em determinado momento. Isto também se aplica a pensamentos e idéias que não deixam de ser influenciados pelo mundo físico. Isto implica que não pode haver uma autoridade suprema ou uma verdade permanente pois nossa percepção muda de acordo com os tempos e grau de desenvolvimento filosófico e moral. O que existem são níveis de compreensão mais adequados para cada tempo e lugar. Uma vez que as condições e as aspirações, bem como os paradigmas, mudam, o que parece ser toda a verdade numa época é visto como imperfeita tentativa de se aproximar de algo noutra época. Nada, nem mesmo Buda, pode tornar-se fixo. Buda é mudança.

Desprendimento no Budismo

Já que tudo o que parece exisitir de fato apenas flui, como nuvens, também é verdade que tudo o que é composto também se dissolve. A pessoa deve viver no mundo, utilizar-se do mundo, mas não deve se apegar ao mundo. Dever ser alguém que saiba utilizar-se do instrumento sem se identificar com o instrumento. Deve também ter a consciência de que seu próprio ego também se transforma com o tempo. Somente o self, o Atman imortal permanece, mesmo assim se desenvolvendo eternamente através das reencarnações e através dos mundos.


Insatisfação ou Sofrimento no Budismo

O problema básico da existência é o sofrimento, que não é um atributo de algo externo, mas sim numa percepção limitada que advém da adoção de uma visão de mundo defeituosa adotada pelas pessoas. Como disse Jesus: "apenas quem se faz como uma criança pode entrar no reino dos céus", pois as crinças não se prendem ao passado nem se preocupam com um futuro. Elas vivem o presente e são autênticas com o que sentem, até o dia em que a cultura as fazem comer do "fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal", enchendo-as de preconceitos e ansiedades que as expulsam do paraíso. Os ensinamentos budistas - e de todos os grandes Mestres da humanidade - são caminhos propostos para nos ajudar a transcender nosso senso comum egoísta para se atingir um senso de relativa satisfação conosco e com o mundo. Se o sofrimento é fruto da percepção individual, algo pode ser feito para amadurecer esta percepção, através do autoconecimento:

"Pojetistas fazem canais, arqueiros airam flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si mesmo".


As Quatro Nobres Verdades do Budismo

I - Dado o estado psicológico do homem comum, voltando seu desenvolvimento para o mundo externo de modo agressivo, a insatisfação que gera o sofrimento é quase inevitável.


II - A insatisfação é o resultado de anseios ou desejos que não podem ser plenamente realizados, e estam atrelados à sede de poder. A maioria das pessoas é incapaz de aceitar o mundo como é porque é levada pelos vínculos com o desejo narcísico do sempre agradável e com sentimentos de aversão pelo negativo e doloroso. O anseio sempre cria uma estrutura mental instável, no qual o presente, única realidade fenomênica, nunca é satisfatório. Se os desejos não são satisfeitos, a pessoa tende a lutar para mudar o presente ou agarra-se a um tempo passado; se são satisfeitos, a pessoa tem medo da mudança, o que acarreta novas frustrações e insatisfações. Como tudo se transforma e passa, o desfrutar de uma realização tem a contrapartida de que sabemos que não será eterno. Quanto mais intenso for o desejo, mais intensa será a insatisfação ao saber que tal realização não irá durar.


III - O controle dos desejos leva à extinção do sofrimento. Controlar o desejo não significa extinguir todos os desejos, mas sim não estar amarrado ou controlado por eles, nem condicionar ou acreditar que a felicidade está atrelada a satisfação de determinados desejos. OS DESEJOS SÃO NORMAIS E NECESSÁRIOS até certo ponto, pois eles têm a função primária de preservar a vida orgânica. Mas se todos os desejos e necessidades são imediatamente satisfeitas, é provável que passemos a um estado passivo e alienado de complacência. A aceitação refere-se a uma atitude calma de desfrute dos desejos realizados sem nos perturbarmos seriamente com os inevitáveis períodos de insatisfação.


IV - Há uma forma de se eliminar o sofrimento: O Nobre Caminho Óctuplo, exemplificado pelo Caminho do Meio. A maioria das pessoas busca o mais alto graude de satisfação dos sentidos, e nunca se dão por satisfeitas. Outros, ao contrário, percebem as limitações desta abordagem e tendem ir ao outro prejudicial extremo: a mortificação. O ideal busdista é o da moderação.


O Caminho Óctuplo consiste no discurso, ação, modo de vida, esforço, cautela, concentração, pensamento e compreensão adequados. Todas as ações, pensamentos, etc, tendem a ser forças que, expressando-se, podem magoar as pessoas e a ferir e limitar a nós mesmo. O caminho do meio segue a máxima de ouro de Jesus Cristo: "Fazei aos outros o que gostariam que fizessem a vós".


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Aflições da Mente

A origem de todos os nossos sofrimentos, no nível mais sutil, está nas aflições da mente — impulsos negativos, emoções e pensamentos negativos, entre outros. Isso sugere que a origem do sofrimento está dentro de nós; e que a origem da felicidade também está dentro de nós. A principal descoberta que extraímos daí é que o grau até o qual somos capazes de disciplinar nossa mente é o que determina se somos felizes ou se sofremos. Um estado mental disciplinado, um estado mental transformado em termos espirituais, conduz à felicidade, ao passo que um estado mental indisciplinado, que se encontra sob o poder das aflições, conduz ao sofrimento.

Ao refletir desse modo, chegamos a reconhecer o fato de nos permitirmos ser dominados e controlados por nossos pensamentos e emoções; e, ainda, que permitimos que nossos pensamentos e emoções sejam determinados por nossos impulsos negativos e outras aflições da mente. Começamos, portanto, a nos dar conta de que, se continuarmos a admitir essa situação, ela somente poderá nos levar à infelicidade e ao sofrimento. Se acompanharmos a linha de raciocínio, chegaremos a encarar nossos pensamentos e emoções angustiantes como forças verdadeiramente destrutivas.

Essa percepção equivocada está na raiz de grande parte da nossa confusão e também faz surgir emoções e pensamentos angustiantes. O insight da natureza da realidade demonstra serem as coisas desprovidas de existência inerente e atua como um antídoto específico para a falsa percepção bem como, consequentemente, para as aflições da mente. A total erradicação das emoções e pensamentos negativos, bem como das falsas percepções que lhes são subjacentes, é o que se quer dizer com nirvana — a felicidade absoluta. “

Dalai Lama

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Retirado do BLOG: http://darmadrops.wordpress.com/


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11 março 2010

O Sofrimento e o tempo - por J.K.

Todos conhecemos o sofrimento. Há o sofrimento da mente que nunca se preencheu; que é pobre, vazia, insensível; que se tomou mecânica, cansada; que vê uma nuvem e não conhece a beleza dessa nuvem; que nunca foi capaz de ser sensível, de sentir, compreender, viver. Há o sofrimento da "não realização", do "não vir-a-ser", do "não ser". O sofrimento da desilusão da vida. O sofrimento causado pela incapacidade de percebimento por parte da mente apoucada, inepta, ineficiente, limitada, superficial. O sofrimento da mente que se reconhece estúpida, embotada, indolente e que, por maiores esforços que faça, nunca se toma penetrante, lúcida, viva; isso também gera sofrimento.

Nunca exploramos essa coisa extraordinária e dolorosa, chamada "sofrimento"; e não podemos explorá-la, se a evitamos. É o que se precisa perceber em primeiro lugar: que não devemos evitá-la. Evitamos o sofrimento por meio de explicações, de palavras, de conclusões, de fórmulas, ou da bebida, dos divertimentos, dos deuses, do culto. A mente que deseja deveras compreender e pôr fim ao sofrimento deve deter completamente toda espécie de fuga. Esta e uma de nossas maiores dificuldades, porquanto temos todo um sistema de fugas, um complicado sistema de fugas. A própria palavra "sofrimento" é uma fuga ao fato real.

Por favor, procurai escutar com vossa mente e vosso coração, e não apenas verbalmente, pois desta maneira nada alcançareis e partireis desta texto levando apenas cinzas. Se não estais escutando com aquela qualidade de atenção, o fazeis por vossa própria conta, pois eu estou falando de algo que vos concerne e não a mim. O problema é vosso; tendes de atendê-lo e de ‘"viver com ele", transcendê-lo. Deveis, pois, escutar com intensidade, com paixão e vigilância: Não digais: "Como posso manter-me vigilante, apaixonado?" Não digais "como", não há sistema nenhum. isso é como procurardes um médico quando necessitais de ser operado. Estais então diretamente em contato com o fato, ou seja que precisais ser operado. E, assim, tendes de dar-vos por inteiro à decisão de operar-vos ou não. Da mesma maneira, para poderdes enfrentar o tempo, compreender essa coisa chamada "sofrimento" — todas as vossas fugas, os deuses, as bebidas, as diversões, o rádio, tudo deve acabar.

Visto que o sofrimento é pensamento, e o pensamento tempo, deveis compreender o tempo. Há o tempo do relógio — ontem, hoje e amanhã. O Sol se põe e o Sol nasce ― o fenômeno físico. O ônibus sai a uma certa hora, e o trem parte na hora marcada; é esse o tempo do relógio, o tempo cronológico. Mas, existe outro "tempo"? Fazei a vós mesmo esta pergunta: "Há outro tempo, além do tempo cronológico?". Há: o tempo compreendido como duração, separado do tempo cronológico, do tempo do relógio, Há duração, a continuidade da existência ― eu fui. eu sou, eu serei. As memórias, as experiências, as diferentes ansiedades, temores, esperanças — tudo isso está na esfera do tempo entendido como "passado". E esse passado, que é psicológico, que é memória, essa carga de ontem, com todas as suas experiências, eu a estou transportando hoje; a memória a está transportando hoje, memória essa que está identificada, pelo pensamento, como "Eu". Se não houvesse memória, se não houvesse identificação com aquela memória de que nasce o pensamento, não haveria nenhum "centro", ou seja "Eu", a transportar aquela carga de dia para dia.

Temos, pois, o tempo marcado pelo relógio. E há o tempo psicológico; mas este tempo é válido? É o tempo verdadeiro? O tempo não é o intervalo existente entre ações? Quando há ação espontânea, real, não há, com efeito, tempo. Estais esquecido do passado, do presente e do futuro, quando estais vivendo naquele estado de ação. Mas, quando a ação procede do passado, introduzistes o tempo na ação. Isto exige muita atenção de vossa parte, porque estamos tratando de um problema sumamente complexo, relativo à ação dentro do campo do tempo e à ação fora do campo do tempo; não se trata de teorias, não se trata do que está dito no Gita ou no Upanishads.

Quando este orador vos fala de "ação", não compareis, não digais que "assim" está dito nos livros porque, nesse caso, não estais "vivendo com a questão"; estais "vivendo" com aquilo que ouvistes, com o que outra pessoa vos disse. O que outro disse pode não ser verdadeiro; não o é. Deveis investigar a questão por vós mesmo, e nesse investigar há extraordinária força, vitalidade, beleza, e originalidade. Tendes de ser original, e não citar o que disse Buda, Sankara ou outro qualquer.

Dissemos que o tempo é o intervalo existente entre ações. A mente que está em ação pode existir sem o tempo. Prestai atenção, por favor. A mente que está em ação com uma ideia, um motivo, uma finalidade, uma fórmula, está enredada no tempo; sua ação, por conseguinte, não se completa e, portanto, dá continuidade ao tempo. Como sabeis, o tempo, para nós, é não só duração psicológica, mas também continuidade da existência. Serei isto futuramente ― amanhã ou no próximo ano. Esse "ser futuramente" está condicionado não só ao ambiente, à sociedade, mas também à reação a tal condicionamento, tal sociedade ― reação que consiste em dizer: "Serei isto e o alcançarei futuramente". Quando uma pessoa diz: "Se hoje não sou feliz, se não sou rico interiormente, profunda, ampla, inexaurivelmente rico, eu o serei" — essa pessoas está na armadilha do tempo. O homem que pensa que será alguma coisa e se está esforçando para alcançar o que será, para esse homem a maior aflição é o tempo.

E possível a mente achar-se sempre em ação, diretamente, espontânea e livremente, de modo que nunca tenha um momento de tempo? Porque o tempo é pensamento periférico. Todo pensar é periférico, marginal ― todo. Pensamento é reação da memória, da experiência, do conhecimento, acumulados; daí procede o pensamento, a reação ao passado. O pensamento jamais pode ser original. Podeis usar palavras, pertencentes ao passado, expressar o original, mas o original não pertence ao tempo. Por conseguinte, para descobrir o original deve a mente estar inteiramente livre do tempo — do tempo psicológico; da duração; da ideia de "serei", "alcançarei", "tornar-me-ei".

Por isso eu digo que o tempo é veneno, que o tempo é um perigo contra o qual deveis estar sumamente precavidos, perigo tão vivo como um tigre. Deveis estar consciente, a cada minuto, de que o tempo é um veneno mortal, uma coisa fictícia. Estais vivendo hoje; e não podeis viver hoje de modo completo, com riqueza, plenitude, com extraordinária sensibilidade à beleza, à graça, se vindes com toda a carga de ontem. É preciso, pois, examinar a questão da memória. Memória, conhecimento, experiência, todo o acúmulo de dados científicos e técnicos, são da maior importância quando se trata de executar um trabalho material. Nas coisas de que necessitamos para viver, a memória deve funcionar com o máximo de eficiência, qual um cérebro eletrônico. Este é capaz de coisas as mais extraordinárias: pintar, escrever poemas, traduzir, e até dirigir uma orquestra. Mas, esse cérebro eletrônico só pode funcionar com os dados que lhe são fornecidos, por associação, etc. E quando se faz uma pergunta ao cérebro eletrônico, devem-se usar termos precisos; senão, ele não responderá. Por isso mesmo, há hoje todo um conjunto de cientistas empenhados em investigar a questão da ação na linguagem; mas não é este o assunto que nos interessa no momento.

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Seleções do livro: O Despertar da Sensibilidade

Conheçam o site: http://www.krishnamurti.org.br

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PULMÃO - Cuide dele!

Julho está chegando, o tempo esquenta e esfria e milhões de pessoas estão encatararradas, com tosse seca ou trovejante, e ainda por cima com medo da tão marquetizada gripe da vez. Que pode não ser uma ameaça real, mas a vulnerabilidade de quem está com as vias respiratórias cheias de muco é realíssima.

O muco grosso, branco, amarelo ou esverdeado, não é só o creme do lixo que não saiu do corpo pelas vias normais - também é pista de patinação de micróbios, milk shake grátis para vermes, bactérias e fungos, que assim se instalam, procriam e fazem suas necessidades exatamente onde a limpeza é mais preciosa para nós. As vias respiratórias são dotadas de um sistema muito eficiente para proteger os pulmões. Quando ele está detonado, o tratamento precisa ser profundo.

A primeira providência é suspender leite e todos os derivados, que são os maiores formadores de catarro. Aproveitando, reduzir drasticamente farinhas e produtos feitos com ela, que também agem como cola dentro do corpo. E jogar fora o açucareiro - junto com todo o açúcar da despensa - porque é ele que, regendo o coro dos laticínios e da farinha, alimenta todo tipo de compulsão.

Claro que, se há compulsão, há vermes. Quantas horas de análise poderiam ser substituídas por um simples vermífugo! Lombrigas aumentam muito o muco. Se houver unhas roídas, bruxismo e babinha à noite, então, isso fica evidente.

Mas o muco deve ser pensado como uma vela de cera que precisa esquentar para derreter; só aí poderá ser eliminado, seja pela tosse, seja pelos intestinos. Aqui vai uma de muitas receitas do meu livrinho Atchiiim!, que se dedica de forma gulosa ao assunto.

Chá antimuco

. 1 colher (chá) de sementes de feno-grego (Trigonella foenograecum)
. 1 colher (chá) de sementes de funcho (Foeniculum vulgare)
. 1 colher (chá) de sementes de linhaça (Linum usitatissimum)
. 1 colher (chá) de raiz de alcaçuz (Glycyrrhiza glabra)
. 1 colher (sopa) de folhas de urtiga (Urtica urens) ou tanchagem (Plantago major)
. 500 ml água

Ferver durante 15 minutos o funcho, a linhaça, o feno-grego e o alcaçuz; apagar o fogo, colocar as folhas de urtiga ou tanchagem e abafar.


Este chá aquece o corpo e dissolve o muco. Tomar meia xícara 2 a 4 vezes ao dia, de estômago vazio, 10 minutos antes de comer.

Para quem produz muco em excesso: tomar durante quatro semanas, no outono, nas mesmas doses acima, substitui o muco patológico ao longo das mucosas por um muco benéfico, renovando todo o trato gastrointestinal.

Para condições crônicas de muco o chá é usado por períodos de tempo mais longos. Também é uma mistura muito nutritiva durante os jejuns.

Inconveniente: pode aumentar os calores à noite. Mas nada é perfeito.
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Retirado do Blog: http://www.soniahirsch.com/

Sonia Rirsch é jornalista e escritora. Você pode conhecer seu trabalho
acessando o site: http://www.correcotia.com/

Ela é uma excelente escritora, muito cativante e utiliza uma linguagem que nos aproxima da realidade.
O que mais gosto do seu trabalho é que ela traz consciência as seu leitores, e na minha opinião apenas a consciência tem força para a verdadeira cura.

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08 março 2010

Só para Mulheres...

Comemoremos o nosso dia!

E nada melhor para celebrar esta data do que um poema
de uma Grande Mulher - Clarice Lispector
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Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.


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Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

FELIZ DIA DA MULHER!

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05 março 2010

Simples_Mente


by César Al'ban

” A única mente que pode enxergar a vida de maneira transformada é a simples. O dicionário define simples como ‘tendo ou sendo composto por apenas uma parte’. A percepção consciente pode absorver uma multiplicidade de coisas, da mesma forma como o olho consegue captar muitos detalhes ao mesmo tempo. Mas em si mesma a percepção consciente é uma coisa só. Ela permanece inalterada, sem acréscimos ou modificações. A percepção consciente é completamente simples; não temos de acrescentar nada, nem de modificá-la. É despretensiosa e isenta de arrogância. Não pode evitar de ser assim, a percepção consciente não é uma coisa, para ser afetada por isto ou aquilo. Quando vivemos a partir da pura percepção consciente, não somos afetados por nosso passado, nem pelo presente, nem pelo futuro. Uma vez que a percepção consciente nada tem que possa servir-lhe de fingimento, é humilde. É modesta. Simples. “


Charlotte Joko Beck, in Nada Especial
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Retirado do blog: http://darmadrops.wordpress.com/


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04 março 2010

O Design Humano

Ferramenta de auto-conhecimento inovadora, o Human Design System há 18 anos ajuda pessoas a entenderem seu papel no mundo. No Brasil, há apenas uma pessoa com formação em análise de desenho humano, a gaúcha Eliane Kich, que fala sobre esse instrumento que reúne ciências antigas e modernas, esotéricas e lógicas, na jornada da auto-descoberta humana. Além de atender pessoas interessadas em fazer o próprio desenho, Eliane está em São Paulo e lançou um livro e montando um grupo de dança baseados em Desenho Humano.


Eu encontrei outras informação sobre este tema na internet. Acessem o site sobre o tema: http://www.humandesignbrasil.com/

Ela escreveu este livro: "O prazer de se conhecer"
Um pouco sobre ela....

ELEINE KICH: Nasceu no Rio Grande do Sul em 1951. Caminhante e buscadora, é astróloga e a primeira analista brasileira do Sistema de Desenho Humano. Em 1996, fez sua formação com o físico Ra Uru Hu, na Escola de Desenho Humano, em Ibiza, Espanha. Após diversos trabalhos na França, Alemanha e Índia, volta para partilhar sua descoberta -- inscrita em sua própria genética.


"O Todo é maior do que a soma de suas partes".


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