16 maio 2010

Matéria Escura e Energia escura

Astrônomos e físicos, através de observações cosmológicas e astronômicas, hoje sabem que planetas, estrelas, galáxias e todas as coisas detectáveis no universo somam apenas 4% do total da matéria e energia contida nele. Estas observações indicam que a maior parte do universo é feita de “substâncias” invisíveis, isto é, que não emitem nem refletem radiação eletromagnética e por isso, não podem ser detectadas por telescópios ou outros instrumentos. Elas só podem ser detectadas pelos efeitos gravitacionais que provocam. Estas substâncias misteriosas são chamadas de “Matéria Escura” e “Energia Escura”.

Em 1933, o astrofísico Fritz Zwicky, calculou o valor teórico para a quantidade total de massa existente em um determinado aglomerado de galáxias. Ao comparar este valor com aquele obtido através de observações astronômicas, Zwicky verificou que o valor observado era bem maior que o teórico. Ele havia chegado ao que ficou conhecido como “o problema da massa desaparecida”. Este resultado foi confirmado pelas observações de Sinclair Smith em 1936, Horace Babcock em 1939 e Jan Oort em 1940.

Na década de 1970 vários outros astrônomos, incluindo Vera Rubin, astrônoma que trabalhou com observações na galáxia vizinha Andrômeda, fizeram inúmeras observações que corroboraram o resultado anterior.

Galáxia de Andromeda - foto nasa

A misteriosa “matéria escura” -- que forma a maior parte do Universo, mas ninguém consegue ver -– pode ter tido um papel essencial na formação das primeiras estrelas e também na criação dos buracos negros, segundo astrônomos da Universidade Durham, na Inglaterra, em um estudo publicado na revista “Science”.


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