29 novembro 2010

Gripe e Câncer pulmonar


Médicos alertam para confusão entre 


sintomas de gripe e câncer pulmonar


Pesquisa afirma que 66% dos entrevistados confundem sintomas

Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha revelou que pacientes confudem com frequência sintomas de uma gripe forte com sintomas de câncer de pulmão.
De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.
Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente - um dos sintomas mais importantes da doença.
A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.
"Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda", afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.
"O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido", acrescentou.
Seis meses
Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.
Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.
"Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)", disse.
"A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão."
"No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente", afirmou German.


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19 novembro 2010

Cor dos comprimidos altera resultado do tratamento


Aparência do remédio
A cor, a forma, o sabor, e até mesmo o nome de um comprimido ou pílula, podem ter um efeito sobre como os pacientes sentem a sua medicação.
A escolha de uma combinação adequada desses quesitos, além do efeito placebo, dá um grande incremento ao poder curativo do comprimido, melhora os resultados e pode até mesmo reduzir os efeitos colaterais.
Esses efeitos já são conhecidos e têm sido cada vez mais estudados, a ponto de os cientistas defenderem que o efeito placebo deve ser parte efetiva do tratamento médico.
Agora, cientistas da Universidade de Bombaim, na Índia, estudaram medicações contra-indicadas para descobrir o quanto a aparência de um comprimido influencia a escolha do paciente.
Sabor e cor
Se, quando se trata de alimentos, a cor é importante, os remédios não ficam para trás.
R. Srivastava e seus colegas relatam que as pastilhas de cores vermelha e rosa são as preferidas pelos pacientes.
Eles entrevistaram mais de 600 pessoas, mostrando que três quartos delas consideram que a cor e a forma dos comprimidos funcionam como auxílio à memória para tomarem o remédio conforme a receita.
Estranhamente, os cientistas descobriram que 14 por cento das pessoas acreditam que os comprimidos de cor rosa têm sabor mais doce do que os comprimidos vermelhos, enquanto um comprimido amarelo é percebido como mais salgado, independentemente dos seus ingredientes reais.
11% dos entrevistados acham que os comprimidos brancos e azuis têm o gosto amargo, e 10% disseram que os comprimidos de cor laranja são azedos.
Em comparação com adultos mais jovens, o dobro de pessoas de meia-idade prefere comprimidos vermelhos. As mulheres preferem mais os comprimidos vermelhos do que os homens.
Experiência sensorial
Os pacientes até podem confiar em seu médico ou farmacêutico, mas isso não significa que eles vão tomar o comprimido mais amargo.
"Os pacientes submetem-se a uma experiência sensorial cada vez que auto-administram uma droga, seja engolir um comprimido ou cápsula, mastigar um comprimido, engolir um líquido, ou aplicar um creme ou pomada," diz a equipe.
"O ritual envolvendo as percepções pode afetar poderosamente como um paciente vê a eficácia do tratamento," escrevem os pesquisadores em seu artigo.
Os cientistas sugerem que é possível garantir que todos os elementos sensoriais de um remédio atuem em conjunto para criar uma percepção positiva que complementa os atributos médicos do próprio remédio.
Eles ressaltam, no entanto, que surpreendentemente pouca atenção tem sido dada a este aspecto da formulação farmacêutica.

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