31 outubro 2011

Conceito de Alma para o Taoísmo


O problema da alma para o Taoísmo é um assunto complexo, pois aparece numa linguagem esotérica que dá origem a diversas interpretações. 


Evidentemente, o Taoísmo aceita a ação de uma alma, pois dentro de sua filosofia, existem os mortais, mas o tema se complica quando queremos determinar as características desta alma. 
Dentro das duas grandes linhas do universo dualista, o que determina o Taoísmo, a alma do homem também é Dual. Estaria formada por duas partes, uma partícula de substância Yang e uma de substância Yin. A substância de energia Yang é chamada Shen que após a morte retorna ao Céu e se funde ao Espírito Universal; e a partícula de substância Yin depois da morte fica ao nível da terra e dá origem aos diversos espíritos subalternos do Taoísmo. 

Existem autores que deduzem dos textos taoístas a noção de uma alma tripla, afirmando que são as seguintes partes que a compõem: 

SHEN, as partes etéreas, opostas à parte material do corpo humano; 
CHI, o instinto de vida que se transforma em matéria viva; 
CHING , a mente ou espírito animal ou consciência. 

Da diferente porção destes três elementos, resultam os diversos seres; assim, os que contêm CHI são corpos minerais, os que contêm CHI e CHING são os corpos vegetais e animais inferiores, e aqueles que possuem CHING, CHI e SHEN são os seres humanos. 

A morte é para o Taoísmo a separação do corpo da Alma. Alma e corpo gastam-se em sua vã luta pela existência sendo que do esgotamento de um e de outro, sobrevêm a morte que faz com que SHIEN se separe e retorne ao Tao original. Desta premissa flui logicamente a receita Taoísta para obter a imortalidade; é necessário não lutar, não gastar, não agir. Não esgotar o corpo com esforços inúteis, nem a alma com desejos tolos ou ambições.
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