21 dezembro 2011

FORÇA DA MÍDIA


Seremos produto da mídia?


Em uma experiência fantástica sob a iniciativa do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares, tocou durante 45 minutos na estação do metrô no centro de Washington DC, sendo praticamente ignoradopor cerca de 2.000 pessoas que transitavam de um lado para outro no mesmo ambiente. 
Alguns dias antes Joshua Bell havia tocado Symphony Hall de Boston onde um lugar privilegiado custava mil dólares.
A questão aqui é a seguinte: A música é a melhor possível, o artista é um fenômeno, o instrumento de uma singularidade universal. 
Então, qual é o problema?
Por que somente uma ou duas pessoas pararam para ouvi-lo?
O lugar seria impróprio para tal audição?
As  pessoas estariam com tanta pressa que não poderiam se dar ao luxo de parar para ouvir uma música bem tocada?
O artista estava mal vestido, sujo ou com uma postura agressiva a essa exposição?

Por mais que a gente pare para fazer todo tipo de questionamento, a gente sempre esbarra em um mais forte argumento: Ele é um pobre coitado que não tem chances de projeção futura. Para que eu vou me dar ao trabalho de ouvi-lo?


Mas se esse mesmo homem (desconhecido por nós) estivesse em um carro de som cheio de holofotes e maquinas fotográficas com flash em sua direção no passeio será que nossa atenção seria diferente?
Penso que sim. E a verdade é que a notoriedade, na sua maioria é fabricada.  Nos deixamos enganar pelos comentários e atitudes de terceiros. Se alguém que eu admiro diz que isso é bom, então é porque deve ser bom!

Vamos pensar nisso. OK? 
Pense como anda levando sua vida e como anda avaliando as coisas que vc quer muito ter ou fazer. Pense se ela realmente nasceu de um desejo incontrolável de seu ser ou... não será um mero efeito do meio. Do marketing.




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