10 julho 2012

O espírito não é para ser personificado...

“No momento em que você personifica a força espiritual
Que é você, em você mesmo,
O processo de destruição do ego começa.
Você experimentará da corruptora força que cerca você.
Isto é uma lei universal.
A mente não é para ser personificada.
O espírito não é para ser personificado."


Krishnamurti




Estudo entre os parênteses do texto de Bette Stockbauer “Krishnamurti e a Teosofia”
As origens: A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, EUA, em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo de pessoas, entre as quais se destacavam uma russa e um norte-americano, a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o Cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente. Em 1878 o Cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S. T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennal (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, onde permanece até hoje. Em 1889, Helena Blavatsky, presidente e fundadora da Sociedade Teosófica, que tem por princípio a fraternidade e igualdade humana e a busca da identidade com todas as religiões do mundo, comunica aos seus estudantes, sócios e aficionados que o propósito da Sociedade era preparar a humanidade para a vinda do Senhor Maitreya, o Mestre do Mundo na Era de Aquário. Depois da morte de Blavatsky em 1891, Annie Besant C.W. Leadbeater consideraram isto sua tarefa e para prosseguir este trabalho selecionaram e prepararam discípulos que poderiam servir como um veículo ao Senhor Maitreya (em sânscrito literalmente Mestre Amigo), quando chegasse.
Em 1909 na cidade de Adyar, Índia, Leadbeater descobriu um menino cuja aura ele julgou liberar grande luminosidade por ser totalmente isenta de egoísmo. Era o Jiddu Krishnamurti, garoto pobre de 13 anos que brincava nas praias. Adotado por Besant e Leadbeater, ele recebeu treinamento intensivo, e 10 anos de estudos na Inglaterra. Várias pessoas em muitos países foram informadas dele, e o importante papel que lhe reservava o futuro. Aos 27 anos, Krishnamurti teve uma visão que o convencia que o conhecimento de Maitreya estava começando em seu interior. Teosofistas de todo o mundo estavam esperando por este desenvolvimento.
Porém Krishnamurti em 1934, atendendo a reflexões interiores, retirou-se da Sociedade Teosófica, declarando:
"Um velho sonho está morto e um novo está nascendo, como uma flor que irrompe da terra sólida (uma semente que germina tem que morrer primeiro, para produzir algo totalmente diferente de si como semente)”. Uma nova força nascida do sofrimento pulsa nas veias e uma nova compaixão e compreensão está nascendo do sofrimento passado. Um grande desejo de ver os outros sofrerem menos e, se devem sofrer, de ver que o suportam nobremente e saem dele sem muitas cicatrizes. Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem, mas se o fizerem, agora sei o que isso significa... Como Krishnamurti agora tenho mais zelo, mais fé (equilíbrio mental), mais simpatia e mais amor, pois há em mim também o corpo, o Ser de Nityananda (irmão morto que psicologicamente na total inexistência de identidade na morte, somos como um imenso rio, uma corrente psicológica, um acumulo de sensações na forma articulada de ações e reações engatilhadas em busca de satisfação vingança e prazer nas magoas e ressentimentos),... Agora eu sei, com uma certeza maior do que nunca, que há realmente beleza na vida, real felicidade que não pode ser destruída por nenhum acontecimento físico (a morte do irmão), uma força maior (a Unidade, a Inteligência, e o Poder na consciência vazia de conteúdo morto) que não pode ser enfraquecida por nenhum acontecimento passageiro e um amor maior que é permanente, imperecível e invencível.
Na Holanda, em 1926, Krishnamurti começou a dar mostras dessa rebeldia para com seus tutores, ao proferir em uma palestra a seguinte mensagem:
É preciso que se libertem, não por minha causa (não existe proselitismo, não pode existir coação, convencimento etc.), mas apesar de mim. Toda vida e, especialmente nos últimos meses, tenho lutado para ser livre - livre de meus amigos, meus livros, minhas associações. Vocês devem lutar pela mesma liberdade. Deve haver uma constante inquietação (a necessidade de buscar o que não pode ser encontrado) interior. Segurem um espelho constantemente a sua frente. Se houver algo indigno do ideal que criaram para si mesmos, mudem-no (o fato de haver ideal, já é coisa indigna, mudem). Não façam de mim uma autoridade. Se eu me tornar uma necessidade para vocês, o que farão quando eu partir? Alguns de vocês acreditam que eu possa dar-lhes uma bebida (informações, conhecimentos etc.) que os tornará livres, que posso dar-lhes uma fórmula que os libertará - mas não é assim. Eu posso ser a porta (mostrar a impossibilidade de libertação dentro do conteúdo da mente, idéias, sonhos e fantasias), mas vocês devem passar por ela (livrar-se de tudo) e encontrar a libertação que está além dela...
A verdade chega como um ladrão - quando menos se espera por ela. Gostaria de poder inventar uma nova língua (as palavras – todas elas – sendo do campo morto do pensamento, na necessidade de usá-las para dizer verdades, mantêm ainda toda a força, atribuída); como não posso, gostaria de destruir a velha fraseologia e antigos conceitos. Ninguém pode dar-lhes a libertação, terão de encontrá-la DENTRO DE SI, mas porque eu a encontrei, eu lhes mostrarei (indicando que não há caminho algum – apenas – total ausencia de caminhos, metas, alvos no campo do vir a ser) o caminho... Aquele que atingiu a libertação tornou-se um instrutor (em suas próprias e comuns ações cotidianas). Cada um de vocês tem o poder de entrar na chama, de tornar-se a chama ... (como uma mariposa se torna a luz ao inflamar-se, destruindo-se na chama). Porque eu estou aqui, se me tiverem em seus corações (simpatia, seriedade pelos ensinamentos), eu lhes darei a força para alcançá-la. A libertação NÃO se destina aos poucos, aos escolhidos, aos eleitos.
Em 3 de agosto de 1929, com mais de 3000 membros em Ommen, e com centenas de holandeses ouvindo pelo rádio, Krishnamurti deu um fim em parte de sua própria história, com o seguinte pronunciamento:
Sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vocês não podem aproximar-se dela (por meio da algum conteúdo na mente) por nenhum caminho, por nenhuma religião, por nenhuma seita. Este é meu ponto de vista e eu o sigo absoluta e incondicionalmente...
Se compreenderem isso em primeiro lugar, verão que é impossível organizar uma crença.
A crença é uma questão puramente individual (satisfação de desejos), e não podemos nem devemos organizá-la. Se assim o fizermos, ela morrerá (a possibilidade que existe de compreendermos a crença pelo autoconhecimento, deixa de existir), ficará cristalizada; tornar-se-á um credo, uma seita, uma religião para ser imposta aos outros. É isso o que todos no mundo inteiro, estão tentando fazer.
A Verdade confinada é transformada em um brinquedo para os fracos, para os que estão momentaneamente (acham que conseguirão algo de suas projeções, sonhos, esperanças e fantasias) insatisfeitos. A Verdade não pode ser trazida para baixo (nível mental humano das memórias, do passado morto); é o indivíduo que deve fazer o esforço de ascender (o ser humano pelo autoconhecimento, age sem centro de ação e torna-se a verdade que vê e vive) até ela. Não podemos trazer o topo da montanha para o vale...
Apesar disso, vocês provavelmente formarão (o ego não pode desistir de seu movimento continuísta que o faz perpétuo no tempo que cria com realização), outras Ordens, continuarão a pertencer a outras organizações à procura da Verdade. Caso se crie uma organização com este propósito, ela irá tornar-se uma muleta, uma fraqueza, uma servidão e incapacitará o indivíduo, impedindo-o de crescer (fazendo a consciência agir sempre com um centro de ação), de estabelecer sua unicidade, que jaz na descoberta por si mesmo daquela absoluta, incondicionada Verdade.
Não se trata de nenhum feito magnífico (viver e agir na nova forma - entretanto a original – é coisa comum a todo ser humano que se livre do centro de ação), porque não quero seguidores, e é esse o meu propósito. A partir do momento em que seguirmos alguém, cessaremos de seguir (a possibilidade de ação sem centro é destruída pelo seguir algo) a Verdade. Não me preocupo se estão prestando atenção (não faz diferença, semente lançada brota naturalmente em seu tempo) no que estou dizendo ou não. Quero fazer certa coisa no mundo e vou fazê-la com resoluta concentração. Estou preocupado com uma coisa essencial: LIBERTAR O HOMEM!
Desejo libertá-lo de todas as prisões, de todos os temores, e não fundar novas religiões, novas seitas nem estabelecer novas teorias e novas filosofias.
Diante disso, naturalmente me perguntarão por que percorro o mundo todo, falando continuamente. Vou dizer-lhes por que faço; não porque desejo seguidores, nem porque desejo um grupo especial de discípulos especiais. Não tenho discípulos, nem apóstolos, seja na Terra, seja no reino da espiritualidade (no campo mental sem corpo físico algum, onde o pensar humano forma uma corrente única psicológica, que são as ações milenarmente acumuladas, qual imenso rio. E é neste mundo de sensações mortas em movimento, grupos de sensações organizadas pensam manter a individualidade surgida no corpo físico por elas construído). Tampouco é o fascínio do dinheiro, nem o desejo de viver uma vida confortável que me atrai. Se eu quisesse viver confortavelmente, não viria para um acampamento ou viveria num país úmido! Estou falando francamente porque quero deixar isso bem claro de uma vez por todas.
Um jornalista que me entrevistou, considerou um ato magnífico a dissolução de uma organização com milhares de seguidores, ele disse que não tendo mais seguidores, não mais o ouvirão!
Se houver apenas cinco pessoas dispostas a ouvir, a viver, com os rostos voltados para a eternidade, será suficiente. Que adianta ter milhares que não compreendem, que estão completamente embalsamados em preconceitos, que NÃO QUEREM O NOVO, que só fazem traduzir o novo para adequar-se a seus próprios “eus” estéreis e estagnados!
Há dezoito anos vocês vêm preparando-se para este acontecimento, para o advento do instrutor do mundo. Por dezoito anos vocês organizaram, procuraram por alguém capaz de dar um novo deleite aos seus corações e mentes, de transformar suas vidas, de dar-lhes uma nova compreensão; alguém que os elevaria a um novo plano de vida, que lhes daria um novo encorajamento, que os libertaria - e agora, vejam o que esta acontecendo!
Considerem, pensem consigo mesmos e descubram de que maneira essa crença tornou-os diferentes - não superficialmente diferentes pelo fato de portarem uma insígnia, que é trivial, absurda. De que maneira essa crença afastou para longe todas as coisas não-essenciais da vida? Essa é a única maneira de julgar: de que maneira vocês estão mais livres, maiores, mais desafiadores para a sociedade que se baseia no falso e no não-essencial? De que maneira os membros desta organização tornaram-se melhores?
Vocês dependem para sua espiritualidade de outra pessoa, para sua felicidade, de outra pessoa, para sua iluminação, de outra pessoa... quando digo olhem para dentro de si mesmos para buscar a iluminação, a glória, a purificação e a incorruptibilidade do eu, nenhum de vocês se dispõe a fazê-lo. Devem existir alguns, mas são poucos. Vocês se acostumaram que lhes digam até que ponto avançou, qual são seus status espirituais. Que infantilidade! Quem mais a não ser vocês próprios poderão dizer se são ou não incorruptíveis?
...Mas aqueles que realmente desejam compreender, que estão buscando o eterno, sem início nem fim, caminharão juntos com maior intensidade, serão uma ameaça para tudo que não é essencial, para a irrealidade, as sombras... Minha única preocupação é tornar os homens livres, incondicionalmente livres.
Krishnamurti, passou toda sua vida fazendo conferências e ensinando humanidade como alcançar a liberdade (deixando claro que tem que ser sem autoridade alguma, sem seguir alguém, sem proselitismo, sem disciplina alguma, de forma que a mente condicionada, a consciência pejada, fique naturalmente VAZIA - consciência antes pejada fica consciência vazia - de qualquer conteúdo mental, para que possa surgir nela à verdade original, sempre presente e ativa no homem).
Mary Lutyens, uma amiga de juventude e confidente, escreveu uma trilogia biográfica da sua vida – “Krishnamurti: Os Anos do Despertar”; “Os Anos de Realização”; e “A Porta Aberta”, sendo apenas o primeiro editado pela Cultrix no Brasil. Este artigo é copiado desta trilogia e tenta explicar a evolução do relacionamento desenvolvido entre o Krishnamurti e a “Presença Espiritual” que preenchia toda a sua existência. Em toda a história não existe um relacionamento tão bem documentado possuindo fartas anotações, cartas e relatos de pessoas que conviveram intimamente com ele em vários períodos de sua vida.
O autoconhecimento do Krishnamurti foi um processo incomum. Nunca a história tinha registrado uma ocorrência como a do seu caso. Milhares de pessoas do mundo inteiro souberam da sua missão especial. Na sua juventude, a adulação seguiria a suas pegadas, e mesmo que orgulho pudesse estar presente, nunca houve em sua natureza, qualquer pensamento de superioridade ou de ganho pessoal. Embora a deferência, respeito e responsabilidades que ele recebeu tenha sido uma grande fonte de embaraços, ele enfrentou tudo isto com graça e dignidade.
Esta falta total de egoísmo e identidade pessoal esteve presente durante toda sua vida, pois vivia como se não pertencesse a este mundo.
Krishnamurti nasceu em 11 de maio de 1895, em Madanapalle, pequena aldeia montanhosa entre Madras e Bangalore, norte da Índia numa família Brâmane de casta superior, estritamente vegetariana, de regular situação econômica para os padrões indianos. Esta data de acordo com os astrólogos hindus, que contam o dia das 4 às 16 horas, ajustada ao calendário ocidental, teria nascido às 12,30 horas do dia 12 de maio. Por estranha exigência de sua mãe, insistiu com o marido e a criança nasceu na sala reservada onde se praticava o puja, um santuário, cuja entrada só era permitida após banho ritualístico e roupas limpas; onde nascimento, morte e ciclo menstrual eram considerados ações poluidoras, portanto totalmente inconcebível que uma criança ali nascesse.
Foi o oitavo filho do casal, um parto fácil, ao contrário dos nove outros partos de sua mãe, e conforme a tradição hindu, consulta a um astrólogo que afirmou que seu filho seria um grande homem. Aos dois anos quase morreu de malária, e sofria de ataques constantes e sangramentos pelo nariz. Durante a juventude, sempre foi um homem generoso e soube viver sem fazer nenhuma distinção entre ele e os serviçais colocados a seu serviço pela Sociedade Teosófica. Tímido e calado, ele podia ficar numa janela durante horas, olhando para o horizonte. Insetos pequeninos, flores, folhas caídas, as nuvens, rochas, e a grama viva constantemente o faziam ficar maravilhado e apaixonado pela natureza. Assim, vaga e sonhadora era sua natureza íntima, que muitos pensavam em sua aldeia tratar-se de uma pessoa estúpida e retardada, por estar sempre atrasado nas matérias escolares.
Tendo perdido sua mãe quando tinha 10 anos, seu pai parecia incapaz de tomar conta da família, e Krishnamurti foi sempre uma criança doentia, dificilmente teria sobrevivido se não fosse a sua descoberta por Leadbeater.
Desde cedo observou uma proteção especial que o protegia e o circundava como que tomasse conta de sua vida.
(Citação pela autora do texto)
“O que é relevante são os ensinamentos, se o professor está presente ou não, isso não tem importância, pois cada um é seu próprio mestre e discípulo”. J.Krishnamurti
(Os ensinamentos existem naturalmente em todo ser humano, cabe a cada homem deixá-lo transparecer do meio das memórias mortas e deixá-lo florescer em sua reta ação na construção de um mundo novo.)
De natureza delicada e profundo sentido espiritual ele (identificou-se) absorveu conhecimentos - de Buddha, Sri Krishna e no Senhor Maitreya - sem resistência ou comparação, ensinamentos que, como se fora vida, fluía através do menino de forma admirável em medida sem igual e com humildade; é de admirar-se que de sua cabeça jorrasse a Fonte de Vida e Existência que ele sentiu por toda sua existência. Esta qualidade de aceitação (compreensão natural) fica com Krishnamurti para a maioridade. A audácia completa presente de seus ensinamentos se manifesta ao rejeitar todos os caminhos e iniciar o mundo em novos (valores ou melhor, na ausencia total deles).
Na idade de 15 anos, K estava instruindo estudantes adultos nos princípios da Teosofia. Aos 16, ele dirigiu uma sociedade internacional, "A Ordem da Estrela do Oriente” (OSE) formada criar para uma atmosfera de boas vindas e reverência ao Mestre do Mundo que se aproxima. Além do monitoramento diário nos estudos ocultos e normais, ele começou a viajar com o Annie Besant e falar para platéias de todo o mundo.
Foram anos difíceis para o movimento teosófico. A orientação do Blavatsky tinha cessado com a sua morte, e o mundo recebeu os ensinamentos de Alice A Bailey cujos livros, inspirados pelo Mestre Djwhal Khul, especificamente delinearam o caminho da iniciação e a relação própria de humanidade com hierarquia.
Aos teosofistas de plantão, as viagens de Besant, e muitos detalhes do processo evolucionário foram deixados à imaginação e as fantasias, o que freqüentemente corrompia o ocorrido.
Ênfase à ilegalidade e à improbidade foi colocada nas conseqüências do contato pessoal com os Mestres, pela competição para mais alta condição da iniciação, e tornou-se uma força destrutiva. Esses acontecimentos abalaram fundamental e profundamente o K, e nos anos ele passou na Inglaterra viu o começo de sua desilusão com a Sociedade, com os “Mestres”, e com práticas espirituais. Ele sentiu a falsidade e a ausência de significado, mas ainda continuou a dirigir “A Ordem da Estrela”, instrumento de comunicação com alguma crença no papel que ele caberia viver na ordem.
(Citação fora do contexto pela autora)
“No momento e que você personifica a força espiritual que é você, em você mesmo, o processo de destruição do ego começa. Você experimentará da corruptora força que cerca você. Isto é uma lei universal. A mente não é para ser personificada. O espírito não é para ser personificado”. Mestre Maitreya
(A ação da consciência vazia no corpo físico do homem nascida do autoconhecimento elimina, destrói todo gerenciamento do movimento com centro de ação por notar todas as dores e maléficos que provoca no mundo. Isto é uma lei universal. A mente é universal, una, não é para ser personificada, fracionada. A consciência não é para ser personificada, auto-identificado.)
Visão em Ojaí: Em 1922 ele experimentou uma visão que pode ter redirecionado o curso de sua vida. Aconteceu ao sul do vale da montanha em Los Angeles, chamado pelos índios norte-americanos de "Ojai" ou "O Ninho" Por duas semanas, ele tinha meditado constantemente, e viu a imagem do Senhor Maitreya diante dele. Ele então começou experimentar uma dor terrível no pescoço e coluna, e a viver longos períodos de inconsciência e delírio. Dia e noite ele lutou com esta dor e tormento, que o deixava incapaz de dormir ou comer, e freqüentemente abandonava seu corpo e ele tinha constantes visões. Na terceira noite ele foi afastando-se da pequena casa de campo e sentou debaixo uma aroeira onde abundava a fragrância de flores de primavera. Documentou o estado vivenciado nestas palavras:
“Eu estava sentado já há algum tempo, senti-me saindo do meu corpo, e vi-me sentando nas folhas macias e delicadas da árvore logo acima. Eu estava de frente para o oriente. Em frente a meu corpo e acima de minha cabeça vi uma estrela, brilhante e límpida, podia sentir as vibrações do Buddha; observei o Senhor Maitreya e Senhor KH. Eu estava feliz, calmo e em paz. Podia ver meu corpo, estava pairando perto de tudo isto. Havia imensa profundidade e calma no ar, e dentro de mim; uma calma do fundo de um lago imensamente profundo. A presença das Existências poderosas que estava comigo por algum tempo foi embora e estava imensamente feliz com o que tinha vivenciado. Nada poderia ser a mesma coisa novamente. Havia bebido nas límpidas águas da mais pura fonte da vida e minha sede foi aplacada. Eu tinha tocado a fonte de toda cura, toda compaixão, pena e sofrimento; não por mim mesmo, mas para mundo todo; havia chegado no cume da montanha e olhado fixamente as Existências Poderosas”. A fonte da verdade me foi revelada, e as trevas dissipadas, todo amor e toda sua glória tinham inebriado meu coração; e meu coração pode nunca mais poderia ser fechado. Eu tinha bebido na fonte de Alegria e Beleza eterna. Estou inebriado de Deus.”
Ao Leadbeater ele escreveu: "Eu sinto cada vez mais contato com o Senhor Maitreya e os Mestres e não há nada a fazer senão servir a Eles. Minha vida inteira, agora, está dedicada ao trabalho; estou provavelmente pronto, houve a transformação." E a Besant: "Eu me sinto como se estivesse sentando em um topo de montanha em adoração, e o Senhor Maitreya está comigo. Eu sinto como se estivesse andando em ares delicados e perfumados. O horizonte de minha vida está límpido e meu céu é belo e preciso."
"O processo”: Outra ocorrência, associada com a mudança espiritual, foi o fenômeno ele sempre descreveu como "o processo". Isto durou três dias de sofrimento, aconteceu antes da visão e pôde variar, em intensidade ao longo de toda sua vida. Dor extrema e deslocamentos fora-de-corpo, e experiências várias poderiam acompanhar o processo. Mas muito seu cedo em sua manifestação, K pôde sentir uma presença definida, e amorosa do Senhor Maitreya que veio numa noite com esta mensagem:
“Aprende servir-me, para que ao longo do caminho só tenhas a vontade de encontrar-me. Esqueça-se de você mesmo, para que então o que exista unicamente seja o Eu a ser encontrado. Não espere pelos Grandes Mestres porque eles podem ser muitos e estar perto de você. Você é como o homem cego que procura o brilho do sol. Você é como o homem faminto a quem é oferecida a comida e não comerá. A felicidade que você procura não existe; mente está em toda parte, em qualquer pedra, Eu estou lá, se você puder me ver. Eu sou o socorro, se você se deixar ser socorrido”.
(Na consciência vazia ocorre a reta ação, a ação do verdadeiro, não mais ação do centro morto, do ego. Essa é a ação original e natural do ser humano, perdida no tempo, buscada nas religiões, crenças e filosofias, até mesmo no mais simples ideal de felicidade. É a ação na simples ausencia do eu, do ego, é a ação da consciência vazia de conteúdo mental no ser humano. O Homem se integra a Realidade na ação, não é o ego que age, mais o poder e inteligência natural que passa a existir no corpo físico, como força não fracionada e não auto-identificada. O ego então é como um cego a procura da luz do sol, ou como um faminto projeta e imagina alimentos que não poderá comer. Pois tudo que ele imagina é pura criação de sua mente, sem estas criações, sem estas projeções, na ausencia de tudo isso surge a verdade, a luz, o alimento da vida em toda e qualquer relação cotidiana. A verdade está dentro de você, ego, mente pejada, que se cessar como movimento de coisas mortas de seu contudo mental, como consciência vazia você é a realidade. Esta compreensão faz Krishnamurti posteriormente evitar a repetição de palavras, frases, renovando-as sempre em seu falar, não permitindo formar ícones, renascendo sobre a destruição de todas elas, nada erigindo como construção do pensar na forma de mestres, santos deuses, etc., que tanto agradam a mente viciada na falsa segurança da suas próprias projeções )
A partir deste momento havia nele Vida, todo aquele que soube aproximar-se dele podia sentir a sua força nas reuniões. Daí por diante, ele falava com o coração, falava sem medo (sem seguir qualquer orientação) ele começou a falar da Verdade em si mesmo.
A "Estranha luminosidade”: Em uma reunião da Estrela em 1925 ele começou a falar do Mestre do Mundo, dizendo: "Ele vem unicamente para quem o deseja, para quem o deseja ansiosamente”. Seu semblante estava transtornado e foi observado que seu rosto, repentinamente tornou-se luminoso. Sua voz, agora falando na primeira pessoa, ressoou vibrante com força: "... e venho orientar aqueles que desejam a paz e a harmonia, que desejam felicidade, que estão ambicionando liberdade, que estão esperando encontrar a felicidade em todas as coisas. Eu venho para reformular e não para desmanchar tudo, venho, não para destruir, mas para construir”. Grande parte dos que assistiram o discurso do Senhor Maitreya, por intermédio do K, percebeu a mudança de tom e ensinamentos: "A memória do dia da reunião ficou gravada como se estivéssemos a observar uma jóia preciosa todo tempo, você olha, e isto provoca um grande entusiasmo. Então, quando ele voltar, e tenho certeza que voltará logo, isto será para todos um grande acontecimento e mais uma ocasião impar. Eu sinto que sou como de um vaso de cristal, um jarro que tem sido limpo e agora alguém no mundo pode colocar uma flor bela nele e aquela flor no vaso e nunca morrerá."
Reação da Sociedade Teosófica: Enorme e ampla publicidade foi dada a ele após o fenômeno da estranha luminosidade e alteração de voz, isto, infelizmente, unicamente serviu para aumentar as desavenças existentes na Sociedade. Alguns teosofistas foram reclamar melhor classificação da hierarquia no mundo próximo que se anunciava, reclamando acessos aos mais altos níveis do mundo espiritual. A competição aumenta - um discípulo, reclama ter feito três avançados de iniciação em três dias. Estava apavorada a Sociedade Teosófica.
Às vezes divertindo-se e às vezes desanimado, K observa o tumulto que o circunda. Depois em discurso ele tentou mostrar aos seus companheiros um caminho mais verdadeiro - um caminho em direção ao interior, (psicológico) que recusava seguir a algo, por existir uma faísca de Deus (consciência inominada viva e vazia, atemporal) dentro de cada ser humano. Por outro lado ele começou a iniciar um relacionamento pessoal especial e diferente com o reino espiritual, onde cada vez menos ele fala de Maitreya ou dos Mestres ou qualquer outra entidade. Sua expressão ficou cada vez mais séria, restringida como se procurando alcançar algo além da realidade física, para tocar a fonte essencial de Existência que anima toda criação.
"Quando pequeno vi o Sri Krishna, com a flauta, ele era igual à imagem dos Hindus, porque minha mãe foi devota de Sri Krishna. Quando cresci, e encontrei-me com Leadbeater e com a Sociedade Teosófica, comecei ver o Mestre KH - outra vez pertencente ao ambiente que fui colocado - e o Mestre KH foi para mim o máximo. Mais tarde, comecei ver o Senhor Maitreya. Ultimamente, tenho visto o Buddha e isto tem sido meu deleite e minha glória ser Um com Ele”.
"Tenho sido muito questionado sobre os Mestres. Eu darei, uma explicação, que você interpretará como quiser. Para mim, isto é tudo - isto é Sri Krishna, isto é o Senhor KH, isto é o Senhor Maitreya, isto é o Buddha, e ainda isto, está além de todas essas (projeções) imagens. Importa a explicação que você dá?... Você questiona sobre o Mestre do Mundo que tem manifestado no corpo de uma pessoa certa, Krishnamurti, mas no mundo ninguém mais terá dificuldade em responder sobre esta pergunta. Meu mestre, meu amado são os céus abertos, a flor, TODO ser o humano. Eu tenho estado unido com meu Mestre, meu amado e vaguearemos juntos por toda a terra... você não compreenderá, até que seja capaz de vê-lO em todo animal, em toda lâmina de grama, em toda pessoa que está sofrendo, em todo individuo."
(O sentimento de compaixão surge da impessoalidade da consciência do homem onde todo o sofrimento e dor do mundo está dentro e é responsabilidade de cada um de nós, na auto-compreensão descontinua instante a instante onde só a unidade existe.)
A Renúncia: Ele começou a se distanciar dos ensinamentos da sociedade teosófica, e previu: "Todos, me abandonarão”. Ele começou chamar suas experiências com os Mestres de "incidentes" (versão cultural eufemismo de situações mentais projetadas) descreveu os ritos de iniciação (formação de ambiente propício às projeções desejadas) como completamente irrelevantes desprovidos de valor para a pesquisa da verdade.
"Se você procurar a verdade, você deve sair para longe das limitações da mente humana e do coração e lá descobrirá que aquela verdade está dentro você mesmo. Isto não é muito simples para quem está fazendo da vida, de si mesmo uma meta (sonhos, fantasias, esperanças). Para que para ter mediadores, gurus, se inevitavelmente vivem (repetindo coisas mortas) abaixo da verdade?”
Os Ensinamentos: Seus ensinamentos se voltaram aos temas de liberdade pessoal e consciência, medo, morte, amor, pensamento, segurança, e tempo. Cada tema assinalado como uma prisão, onde a humanidade pode escolher outra forma de viver, movendo-se para além de sua limitação ou permanecer um prisioneiro. Suas visões são aterradoras porque são totalmente honestas. Ele mostra que a experiência, quando não baseada em observação pura, facilmente se torna deturpada porque o pensamento introduz o passado com seu acúmulo de culpa e dor; ou o futuro, com seus interesses constantes a serem mantidos derivados do passado.
Utopias e visões de perfeição pessoal o paraíso prometido do monge e do santo, roubam a força e a realidade do presente. Em cada descrição de cada quadro, aponta-nos uma via de escape da dor do mundo. Esta dor não foi inventada por um Deus descuidado, mas por cada ser humano que ocupa a terra, e como tal, cada um é responsável por sua resolução.
Em uma pessoa consciente e pura nasce a solução do mundo. K chama isto consciência do condicionamento, uma aceitação que vê a vida sem resistência ou preconceito, sem buscar quaisquer meios possíveis de fuga. Isto provoca um estado de honestidade, de sanidade mental, tornando-se penetrantes e agudos o coração e mente de quem o possui. A humanidade pode decidir entre a verdade e a falsidade, pode por si mesma alcançar o todo em sua glória, e todo em sua vergonha, mas tem começar cada ser humano por si mesmo a libertar-se.
A presença da energia: Muitas pessoas podiam notar a energia que circundava K onde quer que ele estivesse. Em momentos de intimidade, compartilhado com os amigos, K poderia repentinamente parar e dizer: "Você sente isto no quarto?" Lutyens uma vez perguntou a ele: "Que é esta coisa? Eu sei que você tem se sentido sempre protegido, mas o que é isto que protege você?" "Isto está lá, como se estivesse atrás da cortina”, ele respondeu, esticando a mão: "Eu podia descobrir, mas faz parte de mim”.
Em 1961, registrou e guardou notas da presença de "esta coisa" que ele chamou por muitos nomes – a “Imensidão", “Benção”, "Energia", o "Sagrado", o "Santificado". As visitas desta "força” sempre foram ligadas ao "processo", e acompanhado por dores, que ele nunca combateu e resistiu. As notas foram escritas em lápis com raras rasuras e foram publicadas como “Diário do Krishnamurti”, editado no Brasil pela Cultrix, e “Periódico do Krishnamurti”. Eles são poesia, o mais alto privilégio compartilhado da comunhão da alma infinita com a humanidade.
"O quarto ficou cheio daquela benção, era o centro de a toda criação; era de uma seriedade e santidade que tudo purificou, limpando o cérebro de todo pensamento e sentimento; tal seriedade dessa energia, que com a força de um relâmpago destrói e queima todas as impurezas; a profundidade atingida não podia ser medida, era impenetrável, imóvel, paradisíaca... Havia dignidade impenetrável e uma paz que era a essência de todo movimento e ação. Nenhuma virtude era tão intocável, era completamente ímpar e tinha a sutileza de todas as coisas novas, vulneráveis, destrutíveis de pureza incalculável sempre agonizantemente bela”.
"... de repente, uma imensidão desconhecida se fez presente, não unicamente no quarto, mas além no fundo, nos recessos íntimos do ser, e mais uma vez estava na mente... aquela imensidão que nenhuma marca deixava, estava firme lá, límpida, impenetrável, forte e insondável cuja intensidade não deixava nenhuma marca, nenhuma cinza. Isto era a bem-aventurança!”.
Fez anotações durante 12 anos até quando ele tinha 85 anos, descrevendo a culminação de uma meditação que tinha vindo para ele na profundeza da noite a muitos anos atrás: Uma noite, um silencio estranho invadiu a mente... era alguma coisa totalmente nova, um movimento diferente. O movimento tinha alcançado a fonte de toda energia. Isso não deve ser confundido com qualquer caminho do pensamento, como Deus ou o mais alto princípio, o Brahman, que são as projeções da mente humana forjada pelo medo e ambição, pois o pensamento deseja a segurança total. Isto esta além daquelas coisas, o desejo pode não alcançar, palavras não conseguem decifrar, nem o pensamento alcançar, isto em si mesmo. Alguém pode perguntar com que garantia você declara que isto é a fonte de toda energia? Alguém apenas pode responder com humildade completa, que “isto é tudo”, só e nada mais.
Quem é Krishnamurti? Mary Lutyens conhecia o K, desde seus três anos de idade. Sua família teve uma ligação forte e íntima com a vida dele. Mesmo assim ela nunca pode compreender a razão da sua essência e vitalidade mental. No final do livro “Krishnamurti: Os Anos de Realização”, ela registra uma investigação de "o fenômeno de K".
Como, ela perguntou, pôde tal um menino do sonhador, às vezes considerado retardado, produz algo tão original e iluminados ensinamentos? Existe um manancial universal de conhecimentos e ele aprendeu a recolher de lá? Ele é o produto de um processo evolucionário, ou foi desenvolvido através de muitas vidas? Ou será verdade que Maitreya tinha habitado nele ou pelo menos no seu conhecimento por todos esse tempo?
K havia pensado provavelmente ter descoberto que nenhum caminho (da mente como idéia) que ele trilhasse podia dar uma resposta, "Água nunca pode descobrir o que é a água”, mas ele encorajou outros a explorar. "Se você descobrir”, ele disse, "Eu confirmo”. Dois aspectos vitais estiveram presentes: a mente desocupada (vazia de conteúdo algum) que tinha desde a infância, e o sentido de proteção ele tinha sempre conhecido e observado.
Referindo para ele mesmo, K disse: "Como é que pode acontecer que a mente desocupada não ser preenchida com os ensinamentos de Teosofia, e etc?... Por ele não se tornou um ser humano intratável com tanta adulação e proteção que recebeu? Ou por não ele tornou-se amargo, cínico?... Através da vida este vazio o tem vigiado, protegido. Quando entro dentro um avião, sei nada acontecerá... Isto é extraordinário”.
"Isto poderia ser simples se nós dissermos que o Senhor Maitreya havia preparado este corpo, guardando e mantendo-o desocupado. Mas poderia ser a explicação muito simples, e suspeita. Outra explicação é que ego de K pôde ter estado em contato e tocado o Maitreya e o Buddha e disse, 'Digo-lhe em sussurros: isso é mais importante que qualquer coisa do homem. Mas é suspeito isso também, pois implica em muita superstição e não é correto de forma alguma. O Senhor Maitreya viu este corpo com o ego o mínimo, desejando manifestar através dele, o manteve incontaminado... Mas, é a verdade? Eu não sei. Eu realmente não sei. Outra coisa peculiar nisso é que K tem sempre se sentiu atraído ao Buddha... E as visões do Buddha? E do Senhor Maitreya?”.
Lutyens perguntou sobre seu ensinamento: Eles foram feitos por você, ou pela força misteriosa? Ele respondeu: "Vamos deixar isso claro. Se deliberadamente sentei para escrever isto, duvido se poderia produzir isto. O trabalho desses, sem ter a instrução adequada, sem estudo, como ele teria condições de fazer?... Será isto... – qual é o termo bíblico? - revelação. Isto porem acontece todo o tempo quando estou falando. Há um sentido de vácuo e então alguma coisa atende e executa”.
Há um elemento novo em tudo isso, que não foi realizado pelo homem, retirado de seu pensamento, algo não previsto... Se você pergunta o que isto, onde está, isto não poderei responder. A resposta poderia ser: 'Você é o vazio’... Nós estamos descobrindo um mistério?
No momento você compreende isto, deixa de ser um grande mistério. Mas o sagrado não é não um mistério. Assim nós estamos tentando descobrir o mistério que nos conduz para a fonte.
Lutyens foi inclinada pensar que K tinha realmente sido utilizado por alguma coisa do exterior. Pois desde 1922, o K nunca podia explicar que pensamento poderia que existir além da mente. (Como explicar a consciência sem conteúdo algum, o vazio de algo, o vivo atemporal, se a natureza da consciência é existir no tempo como passado?) Talvez a liberdade e o mistério da mente do K não causassem algum risco físico relacionado a tempo e espaço, talvez em viagem através das terras desconhecidas da mente, resida em ambas, beleza eterna e comunhão com toda existência. Quando aquela terra é encontrada, então seu segredo é revelado.
A morte: Krishnamurti morreu de câncer em 17 de fevereiro de 1986 com idade de 90 anos, em Ojai, Califórnia, no início da madrugada foi cremado em Ventura às 8 horas da manhã do mesmo dia. Ele estava rodeado apenas por punhado de amigos. Seu corpo foi envolto em seda e cremado com uma camélia branca (acho que deveria ter colocado um Lótus branco) nos seus pés. Suas cinzas foram distribuías para serem espalhadas nos locais que ele amava, Ojai, Brockwood e na Índia onde foram jogadas no rio Ganges de modo que ninguém jamais poderia erigir um templo em sua homenagem.
Freqüentemente ele se admirava que sua vida tenha sido de tantos sofrimentos, não só para ele bem como para todos que o acompanhavam. Mas, até o final, nunca deixou de ensinar, sabia que grandes homens trabalham incansável e silenciosamente para humanidade e anônima e freqüentemente também testemunham suas próprias dores.
Ele disse que a "Presença" esteve com ele todo o tempo, nos últimos anos de sua vida o véu que esteve a ocultar sua percepção deve ter se tornado transparente. Representando sua morte apenas o ultimo e pequeno passo a cumprir além daquele véu, e sua entrada dentro a vida além era quase uma partida imperceptível diante da vida que ele tinha dado ao mundo.
Fim
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FONTE: http://naomente.blogspot.com.br



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