24 março 2015

Ideasthesia: How do ideas feel? - Danko Nikolić

What is Zeno's Dichotomy Paradox? - Colm Kelleher

Os Quatro Pensamentos Imensuráveis (parte I)

No tempo do Buda, os brâmanes rezavam pedindo para que quando morressem pudessem ir para o Céu residir eternamente na companhia de Brahma, o Deus universal. Um dia um brâmane perguntou ao Buda: "O que posso fazer para ter certeza de que irei ter com Brahma quando morrer?" e o Buda respondeu: "Sendo Brahma para você a fonte de todo o Amor, para estar com ele você precisa praticar as 'Quatro Moradas de Brahma', (Brahmaviharas) ou os Quatro Pensamentos Imensuráveis. - amor, compaixão, alegria e equanimidade," Amor em sânscrito é maitri; em páli é metta. Compaixão é Karuna nas duas línguas. Alegria é mudita. Equanimidade é upeksha em sânscrito e upekkha em páli. Uma vihara é uma morada, ou um lugar de habitação. As Quatro Brahmaviharas são as quatro moradas do amor verdadeiro. Este é um endereço muito melhor para se morar do que um hotel cinco estrelas. É uma morada de mil estrelas. As Quatro Brahmaviharas são chamadas de "imensuráveis" porque quando são praticadas crescem todos os dias dentro de nós, até abraçarem o mundo todo. Nós nos tornamos mais felizes, e aqueles que estão ao nosso redor também se tornam mais felizes.

O Buda respeitava o desejo das pessoas de praticar a própria fé, e por isso incentivou o brâmane em sua própria crença. Se você gosta de meditação caminhando, deve praticá-la. Se preferir meditação sentada, faça isso. Mas preserve suas raízes cristãs, judaicas ou muçulmanas. Esta é a melhor maneira de entrar em sintonia com o espírito de Buda. Se você cortar suas raízes, não conseguirá ser feliz. Se praticar amor, compaixão, alegria e equanimidade, saberá curar as doenças representadas por sentimentos tais como raiva, tristeza, insegurança, depressão, ódio, solidão e apegos doentios.

Alguns comentaristas. dos sutras disseram que as Brahmaviharas não são o ensinamento mais elevado do Buda e que elas não conseguem pôr um fim no sofrimento nem nas aflições, mas isso não é correto. Certa vez, Buda disse a Ananda: "Ensine os Quatro Pensamentos Imensuráveis aos jovens monges, para que eles se sintam mais seguros, fortes e alegres, sem aflições no corpo ou na mente. Assim, durante toda a vida, eles estarão melhor equipados para praticar a vida pura de um monge."

Em outra ocasião, um grupo de discípulos do Buda visitava o mosteiro de uma seita vizinha, e os monges de lá perguntaram: "Ouvimos dizer que seu instrutor Gautama ensina os Quatro Pensamentos Imensuráveis do amor, compaixão, alegria e equanimidade. Nosso mestre também ensina isso. Qual é a diferença?" Os discípulos do Buda não sabiam responder. Quando voltaram ao mosteiro, o Buda lhes disse: "Quem pratica os Quatro Pensamentos Imensuráveis juntamente com os Sete Fatores do Despertar, as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo chegará sem dúvida à iluminação." Amor, compaixão, alegria e equanimidade são a própria natureza da pessoa iluminada. São os quatro aspectos do verdadeiro amor dentro de nós, dentro das outras pessoas, e na verdade dentro de todas as coisas.

primeiro aspecto do verdadeiro amor é maitri, a intenção e capacidade de proporcionar alegria e felicidade. Para desenvolver essa capacidade, temos que praticar o enxergar e o ouvir em profundidade, para saber o que devemos fazer e não fazer para poder proporcionar felicidade aos outros. Se você oferecer à sua amada algo de que ela não precisa, isso não será maitri. Você tem que ser capaz de observar a verdadeira situação dela, senão suas ofertas correm o perigo de causar infelicidade.

No Sudeste da Ásia, muitas pessoas gostam de uma fruta grande e espinhosa chamada durian. Poder-se-ia inclusive dizer que são viciados em durian. O cheiro é muito forte, e algumas pessoas, quando acabam de comer essa fruta, colocam a casca embaixo da cama, para continuar a sentir seu cheiro. Eu, particularmente, acho horrível o cheiro de durian. Certa vez, quando eu cantava um sutra em meu templo no Vietnã, havia um durian sobre o altar, que havia sido oferecido a Buda. Eu tentava recitar o Discurso do Lótus, usando um tambor de madeira e um sino grande em forma de tigela como acompanhamento, mas tive dificuldades para me concentrar. Finalmente, levei o sino até o altar e o virei de boca para baixo por cima da fruta, para cobrir o durian, na esperança de conseguir cantar o sutra. Depois que terminei, fiz uma reverência diante de Buda e libertei o durian. Se você me dissesse: "Thây, eu o amo muito e gostaria que você comesse um pouco deste durian", eu sofreria. Se você me ama certamente vai querer que eu seja feliz, e, entretanto está me forçando a comer durian. Esse é um exemplo de amor sem compreensão. Sua intenção é boa, mas você não tem a compreensão correta.

Sem compreensão, o amor não é amor verdadeiro. É preciso observar em profundidade para poder enxergar e compreender as necessidades e aspirações, bem como o sofrimento daqueles que amamos. Nós todos precisamos de amor. Amor nos proporciona alegria e bem-estar. É natural como o ar que respiramos. Somos amados pelo ar, por isso precisamos de ar para ser felizes e nos sentir bem. Também somos amados pelas árvores, por isso necessitamos das árvores para nos manter saudáveis. Entretanto, para ser amados temos que amar, o que significa que precisamos compreender. Para que nosso amor possa se desenvolver, temos que escolher a ação ou a não-ação adequadas, de forma a proteger o ar, as árvores e aqueles que amamos.

Maitri pode ser traduzida como "amor" ou "bondade amorosa". Alguns mestres budistas preferem "bondade amorosa", porque acham que a palavra "amor" é uma palavra perigosa. Mas eu prefiro "amor". As palavras às vezes também adoecem, e nós temos que curá-las. Nós temos usado palavras que significam amor quando na verdade queremos dizer apetite ou desejo, como por exemplo, "eu amo hambúrgueres". Deveríamos usar a linguagem de uma forma mais cuidadosa.

"Amor" é uma linda palavra; seu verdadeiro sentido deveria ser restaurado. A palavra "maitri" tem o mesmo radical que a palavra "mitra", que significa amigo. No budismo, o sentido fundamental do amor é a amizade. Todos nós temos dentro de nós as sementes do amor. Podemos desenvolver essa fonte maravilhosa de energia, nutrindo o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca. Quando chegamos a compreender alguém profundamente, inclusive alguém que nos prejudicou, não conseguimos deixar de amar essa pessoa. Shakyamuni Buda declarou que o Buda da próxima era se chamará "Maitreya, o Buda do Amor".

segundo aspecto do verdadeiro amor é karuna, a intenção e a capacidade de soltar e transformar o sofrimento, aliviando a tristeza. Karuna é geralmente traduzida como "compaixão", mas isso não é totalmente correto. "Compaixão" é uma palavra composta de com ("junto com") e paixão ("sofrimento"). Mas nós não precisamos sofrer para remover o sofrimento de uma outra pessoa. Os médicos, por exemplo, são capazes de aliviar o sofrimento de seus pacientes sem passarem eles mesmos pela doença. Se sofrermos demasiado seremos esmagados, tornando-nos incapazes de ajudar seja quem for. Mesmo assim, até encontrar uma palavra melhor, usaremos "compaixão" como tradução para karuna.

Para conseguirmos desenvolver um grau maior de compaixão dentro de nós, devemos praticar a respiração consciente, e ouvir e enxergar com atenção plena. O Discurso do Lótus descreve Avalokiteshvara como o bodhisattva que pratica olhando com os olhos da compaixão e ouvindo atentamente os gritos do mundo. A compaixão contém em si uma profunda preocupação pelo outro. Ao saber que o outro está sofrendo, você se senta perto dessa pessoa, observa-a em profundidade e ouve com atenção, para conseguir atingir sua dor. Isso é comunicação profunda, é comunhão com o outro, e é suficiente para proporcionar um enorme alívio a quem sofre.

Uma única palavra, ação ou pensamento compassivos de nossa parte têm o poder de aliviar o sofrimento de outra pessoa, trazendo alegria. Uma única palavra é capaz de proporcionar conforto e confiança, eliminar dúvidas, ajudar alguém a não cometer um erro, reconciliar um conflito, ou abrir a porta da libertação. Uma ação pode salvar a vida de alguém ou ajudar essa pessoa a aproveitar uma oportunidade rara. Um pensamento também tem o mesmo poder, porque os pensamentos sempre conduzem a palavras e ações. Quando existe compaixão no coração, qualquer pensamento, palavra ou ação são capazes de produzir milagres.

Quando eu era noviço, não conseguia entender por que o Buda tem um sorriso tão lindo se o mundo está repleto de sofrimento. Será que ele não se incomoda com tanta dor? Mais tarde, descobri que o Buda tem em si grandes quantidades de compreensão, calma e força, razão pela qual o sofrimento do mundo não o aniquila. Ele consegue sorrir para o sofrimento porque sabe lidar com ele e transformá-lo. Precisamos ter consciência do sofrimento que existe no mundo, mas sem perder nossa clareza, nossa calma e nossa força, para que possamos ajudar a transformar as situações. Um oceano de lágrimas não nos afogará desde que haja karuna. É por isso que o sorriso do Buda é possível.

(Do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)
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FONTE: http://www.viverconsciente.com/news/150321.html

Sangha Virtual
 Estudos Budistas
Tradição do Ven. Thich Nhat Hanh

12 fevereiro 2015

RUN WHITER...


Quando o coração está invadido, desapropriado correr profundamente é preciso. Como  ver aquilo que não é? Os olhos podem se abrir para dentro e percorrer procurando por você.
De onde vem a dor? Que corredor é esse, desesperado procurando o Amor?
E agora, será que sabemos porque corremos com o vento…
Será que realmente procuramos o que precisamos saber? Será que terminaremos a busca?
As chamas sobem na direção do céu e nós circulamos em dança. Ei escritor de quantas almas é feito o coração?
Ei corredor suas pernas aguentam chegar no céu? E sua pele, o que tem feito, você sabe!?!
Escritor há um corredor de vento, um redemoinho na sua frente… O que você vê?
O vento abre a janela - em círculos o Sol entra a procura de pele. O que ele encontrar? É agora corredor!!!  Você sabe porquê?
Que eu possa ficar em paz, com meus demônios, porque um espaço em você não se abriu pra mim. Nooo write…
Meu coração saiu em busca, em círculos rodopiando, continuou correndo, procurando sua face no Sol e ninguém pode impedir você de atirar em mim.
Ei escritor! A porta se abriu…
Luz caminhe em círculos para despistar o demônio ele também é um corredor na busca do Amor, toca sua pele e o faz correr…


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Karina Paitach

28 janeiro 2015

Imitando a Luz

O QUE É O EGO?

Dynamite
O ego humano, de acordo com a Kabbalah, é provavelmente o fenômeno menos compreendido e ainda assim é o mais importante. Ao invés de entrar numa longa dissertação sobre a dinâmica do ego, vamos ouvir a voz do ego com a intenção de compreender o jogo que ele faz.

O EGO DIZ:
E não faço nada errado. Eu não consigo fazer nada certo.
Eu não posso perder nunca. Eu nunca consigo ganhar.
Eu sou o melhor de todos. Eu sou o pior de todos.
Todos me amam. Todos me odeiam.
Eu sou a pessoa mais importante do mundo. Eu não sou ninguém, a pessoa menos importante da terra.
O ego humano vive em ambos os lados do espectro.
Dessa forma, como podemos nos elevar acima das influências do nosso ego a fim de atingir a felicidade?
Como podemos identificar e entender as dinâmicas do ego?
O PODER DA RESISTÊNCIA
Já houve certos momentos épicos na história quando a Kabbalah fez uma profunda mudança em termos da compreensão de sua sabedoria. O primeiro foi a revelação do Zohar por Rav Shimon Bar Yochai, a primeira vez que a Kabbalah foi escrita num manuscrito.
O próximo momento de maior transformação veio quando o Kabalista Rav Isaac Luria decifrou e organizou o Zohar 1.500 anos após Rav Shimon. Antes de Rav Isaac Luria existiram algumas escolas que pensaram sobre o significado do Zohar. Graças a Isaac Luria, uma compreensão mais clara da Kabbalah emergiu.
O próximo momento divisor de águas ocorreu no século XX quando o Kabalista Rav Berg revelou o mais notável conceito em toda a Kabbalah, que faz parte do coração da criação do nosso universo e é o próprio significado de nossa existência. O Rav revelou um conceito que é o mais brilhante de toda a história humana.
O conceito é chamado de Resistência ou Restrição.
Ambas a Luz física e a espiritual não podem ser acionadas neste universo sem resistência.
Originalmente, o receptor (nós, as almas da humanidade) resistimos    à LUZ do Paraíso que estava fluindo do Criador para nós. Nós rejeitamos a Luz para que nós pudéssemos ter a oportunidade de revelá-la através do nosso próprio esforço. Nós queríamos nos tornar a causa ao invés de sermos apenas o efeito. Quando o receptor rejeitou a Luz, isso trouxe o Big Bang, a causa da criação do espaço, tempo e movimento, um cenário onde nós, as almas da humanidade, poderíamos ser a causa da Luz que recebemos.
Desde aquele momento, a luz solar, a luz das estrelas e a luz espiritual não poderiam ser reveladas a menos que acontecesse resistência.
COMO FUNCIONA
O universo resiste automaticamente. Como explica Rav Berg, resistência é construída no próprio tecido do universo. Por exemplo, quando a luz solar viaja através do vácuo no espaço, o espaço ainda continua extremamente escuro, mesmo sabendo-se que a luz está presente. Por quê? A luz solar brilha somente quando incide sobre um objeto físico e o objeto reflete (resiste) aos raios de luz. No momento da resistência/reflexão, a luz solar brilha.
O espaço é preto porque não existe resistência ocorrendo no espaço onde há o vácuo.
A Terra brilha porque nossa atmosfera e o mundo físico resistem à luz do sol, fazendo com que ela brilhe.
Certifique-se de que você internalizou bem esse conceito.
A mesma regra se aplica à Luz spiritual. Nós temos que resistir à Luz direta que nosso ego busca e ao fazer isso, nós acionamos a Luz espiritual.
Nós temos que resistir às influências do nosso ego e ponto final.
Se nosso ego recebe a Luz diretamente, nossas vidas acabam na escuridão cheias de desespero, da mesma maneira que no vácuo o espaço vazio permanece extremamente escuro
quando recebe a luz solar diretamente.
Por quê?
Rav Berg explica que quando nós recebemos a Luz diretamente (conhecida como gratificação do ego) o “big bang” se repete mais uma vez em nossas vidas. Isso acontece automaticamente. Quando recebemos a Luz direta (que significa simplesmente reagir à qualquer coisa), o receptor automaticamente resiste à Luz porque receber a luz diretamente viola a própria razão da nossa existência. A restrição original se repete em algum ponto no futuro e ESSE é o motivo pelo qual uma gratificação instantânea, momentânea e imediata leva a um caos e escuridão no futuro.
A Luz que estávamos recebendo diretamente é jogada para fora no final das contas. Essa é a lei inquebrantável do nosso universo.
O ego, entretanto, nos engana ao nos dar uma sensação temporária de Luz. Esse é o frescor e energia que sentimos quando comemos uma comida que não é saudável, quando explodimos em raiva ou qualquer outra reação humana na qual uma situação externa, seja ela uma pessoa ou um evento, nos incita uma reação dentro de nós.
DynamiteMas essa Luz é como uma explosão de dinamite. O brilho de um pavio aceso deslumbra os nossos olhos. Entretanto, essas faíscas tem um limite de tempo — o pavio queimado e o fusível. Uma vez que o pavio se apaga, há uma explosão em nossas vidas, e escuridão e dor são o resultado.
Esse fusível é chamado de tempo.
O tempo atrasa as consequências de nossas ações, da mesma maneira que o fusível demora para explodir. Isso acontece por conta do livre arbítrio.
A força chamada de ego, ou Oponente, nos entrega bombas de dinamite o dia inteiro. Tudo o que precisamos fazer é resistir a recebê-las. Mas, é mais fácil dizer do que fazer.
Para gerar Luz duradoura, nós temos que resistir a Luz direta (gratificação do ego) e então existe uma dor momentânea no ego, mas há uma gratificação a longo prazo, a Luz da felicidade e da boa sorte.
O Rav nos deu esse poder.
Dessa forma, se o ego nos diz que somos um gênio ou um tolo, a ideia é resistir a esses impulsos e pensamentos reativos. Não se deixe cair nas armadilhas imaginando como o ego pode fazer você sentir-se um super-humano ou um super abobalhado. A ideia é focar nas reações.
Lembre-se, o ego dá muita corda na sua autoestima até que ela infla ao ponto de ser arrogante. E também baixa sua autoestima até que atinge o nível da depressão. O único denominador comum é a reação. Em ambos os casos, nós estamos reagindo ao ego.
“A reação é o nosso inimigo”, diz Rav Berg.
Abra mão de toda a baboseira e análise psicológicas quando se trata de comportamento humano. A única coisa que precisamos saber é que devemos parar com as nossas reações.
A TEORIA DA RELATIVIDADE
Reações são relativas a cada pessoa. Por exemplo, a reação de uma pessoa pode ser falar demais e gritar quando é confrontada com uma opinião oposta a sua. A reação de uma outra pessoa pode ser ficar assustada e se manter em silêncio. Restrição para a pessoa faladeira significa simplesmente ficar de boca calada. Restrição para a pessoa que fica amedrontada em falar é falar alto e claramente.
Aqui temos duas maneiras opostas de comportamento e ações proativas, mas ambas são baseadas e fundamentadas naresistência. Percebe?
O mundo externo à nossa volta é meramente um gatilho que nos incita à reações, a fim de termos a oportunidade de resistir e nos transformar.
UMA COMPREENSÃO MAIS PROFUNDA
Num outro nível de compreensão, a razão pela qual estamos separados da Luz é por causa de nossa natureza oposta. Rav Ashlag nos ensina que existe uma lei de repulsão em funcionamento no nosso mundo. Quando duas entidades espirituais são diferentes uma da outra, existe uma força de repulsão que as repele e cria um espaço. Quanto mais divergentes são as duas entidades, maior será a repulsão e o espaço entre elas.
Bem vindos ao planeta terra.
A Luz é a causa.
Nós somos o efeito.
Esse é um estado oposto de mente e consciência e assim nos encontramos em um estado oposto de existência. Ao invés de Luz, há escuridão. Ao invés de existência imortal, existe morte. Ao invés de felicidade existe tristeza. Isso acontece por causa do nosso estado de consciência oposto. Ser um efeito. Reagir.
O caminho de volta para casa é imitar a Luz.
O que a Luz fez, quando você se aproximou da essência da criação?
A Luz criou o receptor, o Desejo de Receber a Luz. Isso de acordo com o Zohar e todos os kabalistas, é única criação que já houve. Tudo já estava contido dentro da Luz. Toda a felicidade, conhecimento, prazer, alegria, etc, já existia, e sempre existirá na dimensão da Luz.
A única coisa que a Luz não possuía era o Desejo de Receber.
Por quê?
Porque a Luz é tudo. A Luz são todas as coisas. A Luz é a totalidade da realidade.
Não existe ninguém de quem a Luz possa receber e não há nada para a Luz receber porque a Luz contém TUDO!
Assim a Luz criou o receptor, o Desejo de Receber, a partir do nada.
Esses somos você e Eu.
Essa é a única criação que já aconteceu na história, no mundo e na verdadeira realidade. Tudo o mais é meramente uma reverberação de uma existência que já existe desde sempre.
Quando uma situação causa uma reação dentro de nós, isso significa que agora temos o desejo de receberReação e desejo de receber são sinônimos. Por exemplo, alguém nos fere e a nossa reação é raiva ou tristeza. Isso é um desejo de receber .
Quando vemos um Mercedes Benz bem novinho, um par dos maravilhosos sapatos Ferragmo, um irresistível buffet de comida que não é saudável ou uma pessoa super atraente, nosso ego (desejo de receber) é acionado e nós queremos experimentar o prazer. Agora mesmo!
O problema é que isso significa que ainda somos um efeito. O Mercedes Benz, os sapatos ou aquela pessoa maravilhosa foi o que ativou nosso desejo. O carro novo é a causa e nosso desejo por ele é o efeito. A razão real para resistirmos é porque agora NÓS nos tornamos a causa de nosso desejo. Se nós negamos para nós mesmos a gratificação instantânea, nosso desejo pelo objeto se intensifica. Nós nos tornamos responsáveis por criar nosso receptor e desejo, e agora nós somos exatamente como a Luz. Nós criamos o receptor. Dentro de nós.
Como o Kabalista Rav Berg diz, quando vemos uma roupa fashion na loja da Prada, e compramos, essa roupa realmente nos comprou. Pense nisso.
Como o Rav explica, o prazer que esse artigo da moda traz para nós já existia no Mundo Infinito. O que não existia era nossa capacidade de ser a causa do nosso desejo por ele.
A roupa era a causa do nosso desejo. Nosso desejo por ela foi o efeito. Quando resistimos ao desejo de comprar essa roupa imediatamente, temos agora a responsabilidade por criar nosso desejo ao invés da roupa ser a causa dele.
Reflita bem sobre isso, pois essa é a chave para a Kabbalah e para viver uma vida de plenitude e felicidade (se você tem alguma pergunta, por favor encaminhe para que possamos dar maiores esclarecimentos).
Quando resistimos ao desejo imediato pela roupa da moda, à comida ou qualquer outra coisa fora de nós, criamos nosso receptor.
Desse mesmo jeito, a Luz criou o Receptor. É por isso que temos que resistir. Somos agora idênticos à Luz. 
RESISTINDO EM DIREÇÃO A REDENÇÃO
Cada um de nós, individual e coletivamente, veio para este mundo para atingir uma certa medida de Resistência no universo, para remover o Pão da Vergonha, que é nosso desejo de nos tornarmos a causa da nossa Luz e felicidade ao invés de recebê-la como uma refeição de graça de uma instituição de caridade.
Quando o Receptor, que originalmente resistiu a Luz no Mundo Infinito, causou o Big Ben, 90% do trabalho foi alcançado.
Os 10% finais de Resistência, a Luz deixou para os 6.000 anos de história da consciência humana.
Uma vez que atingirmos uma massa crítica de resistência contra nosso ego, a Luz chegará com toda a sua força, de forma permanente, para o mundo inteiro.
Se continuarmos a gratificar nosso ego, iremos retardar nossa redenção até o final dos tempos e então seremos forçados a atingi-la pelo sofrimento e dor.
Resistencia / Restrição nos permite alcançar nossa redenção mais rápido de forma proativa e com misericórdia, ao resistirmos às influências do ego.
Dor e sofrimento é a maneira reativa para atingir a redenção.
Nosso livre arbítrio é escolher o caminho da misericórdia ou o caminho do julgamento.
As ferramentas da Kabbalah nos dá o poder, a força e a visão para saber que o significado da vida é resistir ao nosso ego, e praticar isso diariamente.
A Kabbalah e a restrição nos dão a habilidade de nos transformarmos: antes éramos pessoas ou seres reativos e agora somos pessoas proativas – de situação em situação.
Para nos transformamos: antes éramos um efeito e agora somos a causa – de pouco a pouco.
O ego é a força mais poderosa na terra.
Sem as ferramentas da Kabbalah, não há como vencer esta guerra por meio de um caminho
de misericórdia e amenidade.
Sem a ferramenta da restrição, e sem o Zohar, e sem o caminho para nos dar a força e a coragem para ativar a Resistência, nosso mundo seria forçado a mudar através da dor.
Rav Berg nos deu o maior presente de toda história.
A ferramenta da restrição.
É a única e mais ponderosa tecnologia na face da terra e temos que apreciar a genialidade de Rav Berg que nos deu esse poder.
Nem um dos Kabalistas da história fez com que isso se tornasse tão simples e profundo para as pessoas mudarem suas vidas e compreenderem o significado irrevogável da existência. E o Zohar e o Kabbalah Centre nos deram a força para ativar a resistência.
Afinal de contas, uma coisa é saber que temos que resistir. Outra coisa é ter coragem e força para verdadeiramente resistir ao ego.
IDENTIFICANDO O EGO
Agora vamos voltar ao início desse artigo para tratarmos sobre a dinâmica do ego.
O que é o ego?
Nossas reações reflexivas aos eventos externos e pessoas.
Nós estamos aqui para resistir às nossas reações.
No momento em que resistimos a reação, nós somos proativos.
Exatamente como a Luz.
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